Home»REGIÃO»Capital»Trabalho escravo na Renner: 37 bolivianos são resgatados em SP

Trabalho escravo na Renner: 37 bolivianos são resgatados em SP

Os imigrantes trabalhavam em condições análogas a escravidão em uma confecção na zona norte da capital; empresa será punida e imigrantes receberão, além de indenização, auxilio da prefeitura para sua regularização e abertura de conta bancária 

Por Redação 

Somente no mês de novembro, 37 imigrantes bolivianos foram resgatados em condições de trabalho análogo ao escravo. Eles confeccionavam peças de roupa para a Renner em uma oficina na zona norte da capital e foram descobertos após três meses de investigações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Superintendência Regional do Rio Grande do Sul, Defensoria Pública da União e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos.

“Identificamos condições sub-humanas e degradantes no alojamento, jornadas de trabalho exaustiva, retenção e descontos indevidos de salário, utilização de violência verbal e física, além de manipulação de documentos contábeis trabalhistas, configurando trabalho escravo”, afirmou o superintendente-geral do Trabalho,  Luiz Antonio Medeiros. 

Cômodo em que vivia uma das famílias na oficina clandestina (Foto: Igor Ojeda/Repórter Brasil)
Cômodo em que vivia uma das famílias na oficina clandestina (Foto: Igor Ojeda/Repórter Brasil)

O Ministério do Trabalho e Emprego afirmou está tomando as medidas cabíveis para que a empresa Renner S.A. seja punida com prisão e fechamento dos departamentos das lojas. Quanto aos imigrantes, eles receberão ao todo, R$ 170 mil, referentes a verbas rescisórias, e deverão receber mais R$ 770 mil até abril de 2015. 

O procurador do Ministério Público do Trabalho de São Paulo, Ronaldo Lima dos Santos, pediu “desculpas a comunidade boliviana”, afirmando que o Estado brasileiro tem que disponibilizar o “melhor ambiente para aqueles que colaboram para o enriquecimento cultural e econômico do país”

Para dar suporte aos bolivianos resgatados, a prefeitura de São Paulo, por meio da secretaria municipal de Direitos Humanos, está auxiliando sua regularização no país e articulando o processo de bancarização dos trabalhadores, ou seja, a facilitação de abertura bancária para que eles possam receber as verbas indenizatórias. 

Foto: Igor Ojeda/Repórter Brasil

Comentários

Comentários

Em mobilidade urbana, SP ganha de Nova Iorque, diz estudo

Alckmin já dá pistas sobre 2018: Planalto