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Solto PM flagrado com 60 kg de ‘cocaína’

Prisão ocorreu em fevereiro deste ano e o carregamento era transportado do litoral paulista até a Grande SP. Justificativa para a liberação é que o laudo indicou que a droga era 'falsa'.

Prisão ocorreu em fevereiro deste ano e o carregamento era transportado do litoral paulista até a Grande SP. Justificativa para a liberação é que o laudo indicou que a droga era ‘falsa’.

Da Redação*

Mesmo depois de ser flagrado transportanto 60 kg de uma substância identificada preliminarmente como cocaína, um policial militar morador de São Vicente, no litoral de São Paulo, recebeu alvará de soltura da Justiça. Um laudo pericial definitivo, realizado pela Polícia Científica, indicou negativo para a droga.

O PM Beneval Silva dos Santos, de 33 anos, foi preso em fevereiro deste ano pela equipe da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Franco da Rocha (SP). Ele estava com o carregamento, que era levado do litoral para a região metropolitana de São Paulo. Beneval transportava os tabletes no porta-malas de um veículo, que era acompanhado por outro carro, conduzido pelo primo dele, o autônomo Vitor dos Santos Pereira, de 23 anos. Ambos ficaram presos depois que uma análise preliminar indicou que eles estavam com cocaína.

Enquanto presos, o advogado de defesa de ambos, Marcelo Cruz, pediu a liberdade dos clientes pela imprecisão pericial. “Quando examinei o laudo de constatação provisório, de pronto, observei a ausência da indicação da metodologia adotada para atestar aquele material periciado”. Entretanto, como de praxe em casos de tráfico de entorpecentes, uma nova análise foi feita no material apreendido, e a Polícia Científica, nessa constatação, não identificou cocaína. Para garantir o resultado do exame, uma terceira perícia foi feita e, mais uma vez, indicou negativo.

“Não se admite dúvida na comprovação da materialidade. A prova deve ser induvidosa, insofismável. A materialidade delitiva deve estar devidamente comprovada”, explicou. A juíza Isaura Cristina Barreira decidiu por conceder a liberdade aos réus na última semana. A magistrada, da 30ª Vara Criminal do Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, no Fórum da Barra Funda, determinou ainda que a Corregedoria da Polícia apure o caso. Além disso, ela solicitou um novo exame para que fosse identificada, enfim, qual substância compõe os tabletes.
Beneval está lotado em São Paulo e Vitor também mora em São Vicente. Ambos continuam réus, pois a acusação não foi extinta. “Eles negam o envolvimento com o tráfico, mas ainda não foram ouvidos para se explicarem [o motivo de transportar o carregamento]”, finalizou o advogado.

*Com informações do G1

Foto: Divulgação/Polícia Civil

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