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Funcionários da Prodesan exigem uma definição

A comissão de trabalhadores da Progresso e Desenvolvimento de Santos (Prodesan), no litoral de São Paulo, se reuniram e empregados da empresa resolveram endurecer a luta e tiveram respaldo dos vereadores.

Da Redação*

A comissão de funcionários da Progresso e Desenvolvimento de Santos (Prodesan), no litoral de São Paulo, e oito vereadores decidiram, na Câmara Municipal, exigir, na próxima terça-feira (25-7), às 10 horas, em reunião com o governo, a manutenção dos empregos, dos contratos – principalmente o que garante a limpeza e manutenção dos equipamentos da saúde – e a abertura das planilhas da empresa. Caso nenhuma das questões seja definida, os funcionários farão uma manifestação aberta na Praça Mauá, em frente à prefeitura.

A decisão foi tomada após a discussão com mais de 200 funcionários da Prodesan, que lotaram o auditório Zeny de Sá Goulart, onde participaram oito vereadores. O encontro foi conduzido por Fabrício Cardoso (PSB), que já marcou para 4 de agosto, às 18 horas, no mesmo local, uma audiência pública para discutir as possíveis demissões nos 12 segmentos de trabalhadores da Prodesan. “Vamos manter uma manifestação pacífica, mas firme. Os trabalhadores só querem a verdade e a transparência. Tem muita lacuna aberta. A Administração está fazendo tudo para dividir os trabalhadores, mas só os está fortalecendo”, disse Cardoso.

O representante da comissão de funcionários, Luiz Carlos Pascoal, disse que a maior preocupação é que o ex-presidente da Prodesan, Odair Gonzalez, antes de sair, disse que 62% da receita da empresa iria acabar em outubro próximo. “Isso vai causar desemprego, com certeza. Por isso, o movimento continua. O secretário de governo, Rogério Santos, não deixou clara as intenções da prefeitura. A Prodesan tem 1.100 funcionários e só na área da saúde poderão ocorrer 500 demissões”, afirma.

O advogado Ricardo Varela, também membro da comissão, disse que a manutenção dos contratos é fundamental para garantir os empregos. “Sem eles, a empresa é inviável. Precisamos mantê-los por pelo menos 24 meses, para equilibrar a empresa. Se 500 funcionários saírem, a manutenção dos demais está comprometida”, explica.

Os vereadores

O presidente da Câmara, Adilson Júnior Júnior (PTB), disse que o secretário de governo garantiu a preservação dos empregos em recente reunião realizada esta semana. “Ele não cometeria a inocência de prometer algo e depois não cumprir”, disse. O vereador Benedito Furtado (PSB) disse aos trabalhadores a necessidade do não aceite de demissões coletivas, a importância da participação do sindicato da categoria e que os trabalhadores “devem, caso necessário, ocupar a Praça Mauá para garantir os empregos”.

Também presente ao encontro, a vereadora Telma de Souza (PT), disse que foi impedida de falar na reunião com o secretário de governo. “Precisamos de informações e manter a mobilização. Vamos exigir que coloquem no papel tudo que for acordado terça-feira e uma cópia das planilhas da empresa”.

Após Telma, também se manifestaram os vereadores Fabiano da Farmácia (PR), Zequinha Teixeira (PSD), Chico Nogueira (PT) e Rui de Rosis (PMDB). Esse último chegou a sugerir que na próxima semana, a reunião fosse com o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). “Ele (Barbosa) é que é o dono da caneta e tem o poder de decisão, não o secretário”, disparou. Todos deverão participar do encontro na Prefeitura na próxima semana.

*Com informações de A Tribuna

Foto: Rede Telma

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