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Cilindros com gases tóxicos serão monitorados 24 horas

Reunião com autoridades discutiu o destino dos produtos inflamáveis, que estão armazenados no Porto de Santos, mas ainda não foi encontrada uma definição sobre seu descarte.

Da Redação*

Ainda não foi dessa vez. A Codesp irá monitorar durante 24 horas os 115 cilindros com gases tóxicos que estão guardados em um armazém no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O anúncio foi feito durante uma reunião, que aconteceu nesta quinta-feira (20-7), para discutir onde os produtos tóxicos serão eliminados. A Codesp pediu um prazo maior para estudar o que será feito. A próxima reunião sobre o assunto será em agosto.

A reunião durou mais de duas horas no Ministério Público do Meio Ambiente, em Santos. Representantes da Codesp, da empresa contratada pela administradora portuária para eliminar os gases conversaram sobre o destino dos cilindros.

A Codesp pediu um prazo maior para resolver o assunto e informou que fará um monitoramento durante 24 horas por dia dos cilindros. “Vai ser um monitoramento técnico, antes não tinha. Hoje, eles estão bem alocados, não tem risco de vazamento. A partir do momento que a empresa está contratada e, se tiver algum vazamento, esses cilindros estão lá há 20 anos, o combate será imediato”, afirmou Hilário Gurjão, diretor de Engenharia da Codesp.

Segundo a promotora do Meio Ambiente, Almachia Zwarg Acerbi, há um plano de trabalho concluído utilizando a Base Aérea de Santos, que fica em Guarujá, que foi apresentado na reunião. “Há um estudo de fazer em alto mar, um estudo da Ilha de Bagres e de uma pedreira. Ainda tem essas possibilidades. Apresentados esses estudos dessas outras alternativas, vamos avaliar qual a melhor alternativa para a região como um todo”, afirmou a promotora.

O Ministério Público de Guarujá foi acionado pela Prefeitura de Guarujá, que foi informada que a Codesp tinha a intenção de eliminar os gases tóxicos na Base Aérea de Santos. O Conselho de Defesa do Meio Ambiente fez uma audiência e rejeitou a queima ou o armazenamento desses produtos químicos em Santos.

O promotor Osmair Chama Júnior abriu um inquérito civil. Ele exigiu que a Codesp e a empresa contratada pela administração portuária apresentassem outras áreas onde esses cilindros poderiam ser descartados. Dentro deles, há seis tipos de gases tóxicos, inflamáveis e explosivos. De acordo com especialistas, o vazamento de algum desses gases provocaria uma explosão que pode atingir uma área de quase 10 km em torno do armazém onde eles estão guardados, no Porto de Santos.

*Com informações do G1

Foto: Divulgação

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