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Mãe de jovem morta pelo ex está com medo

Rapaz se apresentou à polícia, confessou a autoria do homicídio da jovem de 16 anos, mas como não houve flagrante, foi solto, o que causou indignação.

Da Redação*

Medo e indignação. Estes são os sentimentos da mãe da adolescente Fernanda Marília da Silva, de 16 anos, que foi morta pelo ex-namorado, Wellington dos Santos Ferreira, de 21. A faxineira Maria de Fátima da Silva, de 37 anos, pede justiça, uma vez que o rapaz foi liberado pela polícia, após prestar depoimento na Delegacia Sede de Bertioga, no litoral de São Paulo, sob a alegação de que não houve flagrante.

Fernanda foi morta com três tiros quando Wellington foi visitar as duas filhas do casal na casa da ex-sogra, na noite de domingo (9-7). Em seguida, ele fugiu do local do crime, mas foi convencido pela própria mãe a se apresentar à polícia na segunda-feira (10-7), com um advogado, depois que ela soube do ocorrido.

“Eu não consigo expressar o que estou sentido agora. É grande a minha indignação. Ele está solto, sabe onde a gente mora. Estou com muito medo”, desabafou a mãe da jovem. Ela vive em uma casa em uma comunidade do bairro Indaiá. Foi ali que Fernanda foi morta, na frente dela. “Agora, meus netos são meus filhos. Minha filha voltou para casa, pois não aguentava mais. Ele [Wellington] a ameaçava. Ele matou minha filha, foi à delegacia e confessou. Quanto vale a vida da minha filha?”, questionou a mãe, emocionada.

De acordo com a Polícia Civil, o casal mantinha um relacionamento há pouco mais de três anos. Algumas vezes eles chegaram a se separar, depois que a jovem foi agredida por ele. Em uma das ocasiões, a sogra dela, mãe de Wellington, a acompanhou à delegacia. A denúncia foi desfeita após a retomada do relacionamento.

Maria de Fátima sabia do envolvimento do genro com o crime. “Quando soubemos, minha filha já estava grávida [da primeira filha]. Toda vida [ele se envolveu]”. O rapaz já foi preso por tráfico de drogas e porte de armas. Com Fernanda, ele teve duas filhas: uma está com um ano e cinco meses e a outra com três meses de vida.

“Queremos que ele seja preso. Não é possível que esteja livre”, falou. A família pede ajuda e, desde o ocorrido, tem recebido doação de leite, fraldas, roupas e alimentos. “Aceitamos qualquer doação nesse momento, pois não temos condições. Estamos sem conseguir descansar. Na verdade, só vamos descansar quando for feita justiça”.

*Com informações do G1

Foto: Arquivo Pessoal

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