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Programa Guerreiros Sem Armas busca transformação pessoal

Até o dia 3 de agosto, 10ª edição do evento reúne 58 jovens de 20 países na Baixada Santista para conviver juntos e desenvolver ações em comunidades na região.

Da Redação

Cinquenta e oito jovens realizadores de 20 países ficarão na Baixada Santista, até o dia 3 de agosto, participando do programa Guerreiros Sem Armas (GSA), do Instituto Elos. Trata-se da 10ª edição do evento e tem como parceiros ADM, Porto de Santos-CODESP, Caixa Econômica Federal, Brazil Foundation, em parceria com a Fundação Affonso Brandrão Wennel e apoio da Mãe Terra, Santa Casa de Misericórdia de Santos, Prefeitura de Santos, Prefeitura de São Vicente e Agência Brasileira de Cooperação.

A experiência propõe transformação pessoal e territorial, sendo que grande parte das atividades é realizada em três comunidades da Baixada Santista: Largo do Machado, Fontana e México 70.  Os jovens aprendem, na prática, a mobilizar pessoas e realizar ações em diferentes contextos. Nos últimos 18 anos, o Elos formou 450 jovens de 43 países diferentes (este ano o número chega a 50), que atuaram em parceria com 24 comunidades na Baixada Santista.

Os participantes de todas as edições do programa Guerreiros Sem Armas fazem parte de uma rede mundial de jovens empreendedores sociais, que atua localmente para construir u mundo melhor. Como ações consolidadas, destaca-se o Oasis Sampa, o Oasis BH, o movimento Oasis Caribe, o GSA Madrid, movimento de Guerreiros na Índia, entre outras experiências de longo prazo, que envolvem culinária, permacultura, arte, cultura, entre vários outros talentos.

Realizado desde 1999, o Guerreiros Sem Armas oferece uma experiência profunda de transformação com várias etapas de aprendizado, a partir de uma série de instrumentos que facilitam o trabalho em comunidade.  Por meio do programa, jovens têm contato com tecnologias para transformação de realidades em qualquer lugar do mundo, em especial a Filosofia Elos e o Jogo Oasis. A etapa vivencial conta com 290 horas de formação em três comunidades da Baixada Santista, com uma equipe experiente de facilitadores e consultores. Além dos 60 participantes na formação, o programa acolhe cerca de 500 pessoas ao longo de todo o processo. São moradores das comunidades, representantes do poder público, do comércio local, de universidades, escolas e muita gente que participa espontaneamente do processo.

No GSA, o jovem integra uma jornada de aprendizados e desafios, além da etapa vivencial na comunidade. Participa de palestras temáticas, oficinas, atividades vivenciais ministrados por vários tipos de lideranças, a exemplo de jogos das tradições indígenas, danças circulares, entre outras experiências. Depois  de  uma  experiência  tão  intensa,  a  maioria  dos  jovens  volta  a suas cidades e países disposta a empreender ações e projetos. Eles recebem acompanhamento durante seis meses, por meio de encontros virtuais e discussões de projetos, com o intuito de formar uma comunidade de atuação em escala global.

Etapas

O Guerreiros Sem Armas é um programa para quem quer se colocar em movimento já. Por isso, a jornada começa no processo de seleção, o Caminho do Sim, que dura 18 dias. O jovem é convidado a se colocar em movimento, realizando ações coletivas no mundo real e relatando no ambiente virtual as soluções para questões que lhe são apresentadas. Para esta edição houve quatro rodadas, 944 inscritos de 57 países. Completaram o jogo 222 participantes, que realizaram 244 ações, que impactaram 30.336 pessoas ao redor do mundo.

O segundo passo é o Jogo da Abundância, um treinamento de captação. Os selecionados recebem um treinamento de captação de recursos chamado Jogo da Abundância, para conseguirem levantar os fundos necessários para pagar a vivência, passagens e hospedagem. Na última edição houve 31 pessoas que participaram do jogo e arrecadaram um total de R$ 159.700,00, Além disso, dez participantes receberam bolsas integrais, oito pessoas tiveram bolsas parciais e 11 pagaram os custos totais. Por iniciativa própria, os Guerreiros fizeram um processo de captação coletiva, que somou mais um total de R$ 72.197,26.

A terceira parte é a vivência de 32 dias. É um dos momentos mais importantes da Jornada dos Guerreiros, porque proporciona a experiência de viver e atuar em comunidade – tanto a comunidade formada pelos jovens juntamente à equipe Elos, que se torna a base de amizade e confiança para a formação da Rede Global, bem como as três comunidades parceiras, para onde os grupos vão quase diariamente. Diferentemente de outros cursos, o participante aprende fazendo, uma das características mais fortes do GSA.

A experiência com as comunidades é construída de maneira genuína, já que elas não são preparadas previamente. A grande chave de mudança na atuação de todos é que ninguém vai lá resolver os problemas locais e, sim, descobrir os sonhos coletivos que vão estimular a construção de novas relações entre as pessoas e os lugares. O convite é para colocarem a mão na massa, para que os sonhos se tornem reais, procurando sempre a melhor versão de cada um. Após a conquista dos primeiros passos, há ainda um novo momento para sonhar, planejar e colocar em prática objetivos ainda maiores.

O quarto passo é o acompanhamento de seis meses. Em 2014, o Elos iniciou um projeto piloto de acompanhamento de seis meses com todos os participantes, divididos em três grupos de interesse. Nesta edição está programada a realização de encontros virtuais coletivos, roteiros de estudo e ação, fórum de discussões e acompanhamentos de projetos.

Foto: Divulgação

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