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Insegurança preocupa funcionários do VLT em Santos

Profissionais se expõem ao perigo manipulando dinheiro e equipamento não oferece guichê de vidro blindado. Além disso, há falta de banheiros e jornada de trabalho pode ultrapassar dez horas.

Da Redação*

Os funcionários do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Santos, no litoral de São Paulo, estão passando por uma série de problemas: falta de banheiros, jornada de trabalho que ultrapassa dez horas e ausência de guichês blindados para venda de passagens, o que acaba por expor os profissionais a um clima de insegurança. As denúncias foram feitas por usuários do modal e confirmadas pelos próprios agentes de estação.

Uma agente, que preferiu não se identificar, afirma que trabalha mais de nove horas por dia, com apenas uma hora para refeição. Quando precisa utilizar o banheiro ela deve avisar os superiores, que deslocam outro profissional para substituí-la pelo período. “É uma situação complicada, pois além de tudo precisamos contar com a parceria de estabelecimentos próximos, já que não há banheiro na estação”, afirma.

Outro funcionário conta que tem receio de manipular dinheiro sem segurança. “Trabalhamos completamente expostos e contamos nos dedos a quantidade de vezes que vemos viaturas da polícia pelas imediações. Quando vendemos uma determinada quantia de cartões precisamos avisar a central para que alguém passe para recolher o montante. Mas nesse meio tempo muita coisa pode acontecer, principalmente nas estações mais isoladas”, reclama.

Embora nunca tenha sido assaltado, ele relata que já enfrentou situações delicadas no serviço. “Quando alguém entra sem autorização, pulando a catraca ou invadindo os trilhos, somos nós que temos que retirar a pessoa. Em casos em que há muita resistência nós avisamos o Centro de Controle Operacional e chamamos a polícia”, relata.

A situação já havia sido denunciada anteriormente pelo vereador Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB), que protocolou dois requerimentos na Câmara de Santos questionando os problemas. No documento, datado de 22 de maio, ele pede que o Executivo santista envie ofício à direção da EMTU e à Secretaria do Estado de Transportes, questionando quais as medidas serão realizadas para melhorar a situação dos funcionários. O vereador não teve resposta até o momento.

Falta de troco

Outro problema apontado pelos usuários é a falta de troco, uma vez que as passagens custam R$ 4,05. Uma funcionária que também preferiu não se identificar afirma que, de fato, as equipes não recebem notas de valores menores e que cabe a eles venderem uma determinada quantia de cartões para garantir o troco. Quando não conseguem, orientam o munícipe a ir até algum estabelecimento nas imediações para trocar o dinheiro e retornar até a estação com o valor correto da passagem.

*Com informações do Diário do Litoral

Foto: Alexandre Carvalho/Fotos Públicas

 

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