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Servidora da Alfândega do Porto de Santos pagará fiança

Presa e indiciada por corrupção passiva, funcionária deverá ter seu alvará de soltura ainda nesta terça-feira (13-6), depois do pagamento de quase R$ 10 mil, determinado pela Justiça.

Da Redação*

Por conta do pagamento de uma fiança no valor de quase R$ 10 mil, uma funcionária que trabalha na Alfândega da Receita Federal do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, presa por corrupção na última sexta-feira (9-6), deve ser solta até o final desta terça-feira (13-6). Com isso, ela passará a acompanhar as investigações em liberdade. Um auditor fiscal, suspeito de envolvimento no crime, também foi detido, mas acabou liberado por falta de provas.

A mulher, que tem 57 anos, é do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e foi indiciada por corrupção passiva. De acordo com o advogado da dela, Felipe Fontes dos Reis Pires de Campos, o juiz determinou uma fiança R$ 9.370 durante a audiência de custódia. “Solicitei a liberdade dela. O procurador concordou. Foi determinada uma fiança de 10 salários mínimos. A família iria arrecadar e vamos apresentar o valor nesta terça. O cartório deve expedir o alvará de soltura e encaminhar para a delegacia para ela ser solta até o fim do dia”, explicou o advogado.

Segundo ele, a servidora nega a acusação e está assustada com a situação. A funcionária está presa, desde a última sexta-feira, na cadeia feminina anexa ao 2º DP de São Vicente. Por isso, por enquanto, não quer falar sobre o assunto. “Ela nunca imaginou que isso fosse acontecer. Ela nega, não tem uma posição de mando dentro órgão, não tem como alterar ou ajudar qualquer pessoa lá dentro. Era um envelope para outra pessoa e ela acabou pagando por isso. Ela vai ficar em liberdade, o caso ainda está em investigação”, disse.

A história

Segundo a Polícia Federal, a mulher foi flagrada recebendo R$ 20 mil para facilitar a entrada de uma carga de equipamentos industriais no país pelo cais santista. Um envelope lacrado com o dinheiro foi encontrado na mesa de trabalhado dela, no prédio da Alfândega, após buscas terem sido realizadas com autorização da Justiça Federal. A suspeita era que o dinheiro seria entregue para um auditor fiscal, apontado como mandante da cobrança, e que trabalha no mesmo setor.

A propina resultaria na redução de ao menos R$ 130 mil em tributação, que deixaria de ser cobrada de um empresário paulista pela carga importada, que acionou a Polícia Federal para fazer a denúncia. Ele havia sido orientado por um despachante de Santos a pagar o valor solicitado pelo fiscal. O intermediário colaborou com as investigações, acabou indiciado por corrupção ativa, e responderá o processo em liberdade.

A Alfândega informou que não se pronunciará sobre o ocorrido. A Polícia Federal disse que as investigações continuam para identificar outros suspeitos. Já o Sindicato dos Auditores-fiscais (Sindifisco) em Santos falou que está acompanhando o caso e “cumprindo seu papel institucional, que é fornecer assistência jurídica ao auditor filiado”. O Serpro, que é uma empresa de tecnologia do Governo Federal, disse que não irá se pronunciar enquanto não for oficialmente informado sobre o caso.

*Com informações do G1

Foto: Reprodução

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