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Pais de jovem que fugiu de casa estão desaparecidos

A jovem Gloria Maria de Souza Rocha foi ouvida pelo promotor da Infância e da Juventude, Alberto Carmello Júnior, no Fórum de Santos.

Da Redação*

A história da estudante Gloria Maria de Souza Rocha, que fugiu de casa, no Gonzaga, devido a agressões, teve mia um capítulo. Agora, os pais da jovem não foram mais vistos desde o último domingo e não atendem telefonemas. O pai, o escritor Joselito Oliveira Rocha (foto), de 40 anos, será investigado em inquérito da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos pelas agressões relatadas pela menina, de 17 anos.

Gloria foi ouvida ontem pelo promotor da Infância e da Juventude, Alberto Carmello Júnior, no Fórum de Santos, no litoral de São Paulo, por cerca de três horas. O conteúdo do depoimento não foi divulgado, devido ao sigilo da apuração. A jovem deixou o Fórum de Santos sem falar com os jornalistas.

A irmã dela, Erica Cristina Carballo de Oliveira, de 23 anos, afirmou que Gloria sofria em silêncio. Devido à fuga da irmã, Érica, moradora de Mongaguá, voltou a ter contato com ela após 16 anos. Joselito, pai adotivo de Érica, e a mãe, Maria José de Souza Franklin, de 44 anos, perderam a guarda dela, quando tinha seis anos, devido a agressões.

De acordo com Érica, Gloria lhe contou que estava vivendo em um ambiente muito agressivo. “Ela não tinha para quem correr. Ele não deixava ela ter rede social, não deixava ela sair, não deixava ela ter amigos, ninguém podia frequentar a casa dela. Ele estava ameaçando a família dela, a vida dela, o círculo de pessoas que estava com ela, que ela gosta”, declarou Érica.

Ao final do depoimento da jovem, o conselheiro tutelar Maurício Bezouro Carvalho afirmou que a jovem “está protegida” e que a guarda será definida pela Justiça nesta terça-feira (13-6). O advogado que representa Érica, Darcio Cesar Marques, afirma que a guarda deverá ser dada para a irmã da estudante.

Gloria deixou a casa da família no último dia 5-6 e, inicialmente, recebeu assistência de uma família no Morro do José Menino. Na mesma semana, ela foi para Mongaguá, onde ficou na casa da irmã, e depois foi entregue ao pai pelo Conselho Tutelar.

Marques afirma que Gloria chegou a relatar que na casa da família, na Orla do Gonzaga, há um chicote usado para as agressões. “Os fatos estão se esclarecendo. O que se mostrava era um desaparecimento e o que a gente vê é que um grande monstro se construía através dessa família”, afirma.

“Psicopata”

Uma amiga da família também deu entrevista e afirmou acreditar que o escritor é um psicopata. “Quem vê ele nas ruas acha que ele é uma pessoa doce e de fala mansa, mas dentro de casa eu infelizmente tive o desprazer de ver (como maltratava  família)”.

*Com informações do Diário do Litoral

Foto: Reprodução

 

 

 

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