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Saúde na Baixada Santista é tema de debate

Audiência acontece nesta sexta-feira (9-6), na Câmara Municipal de Santos, por iniciativa da vereadora Telma de Souza.

Da Redação*

Os problemas e as possíveis soluções para a Saúde da Baixada Santista estarão em pauta, nesta sexta-feira (9-6), a partir das 14 horas, em audiência que acontece na Câmara Municipal de Santos, no litoral de São Paulo, por iniciativa da vereadora Telma de Souza. Foram convidados secretários municipais da área nos nove municípios da região, os presidentes das comissões legislativas de Saúde, membros dos respectivos conselhos de cada cidade, representantes do Governo do Estado, do Ministério Público e da sociedade civil.

A proposta, segundo a ex-prefeita de Santos e atual presidente da Comissão de Saúde do Legislativo Santista, é levantar os problemas do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e buscar formas de enfrentamento regional. Ela destaca que, embora a Região Metropolitana da Baixada Santista tenha sido a primeira a ser constituída no Estado, em 1987, ainda não há um planejamento estratégico para os serviços de saúde. “Em uma região metropolitana, não pode haver restrição de atendimento para este ou aquele cidadão, desta ou daquela cidade. O correto é que haja uma organização que contemple a racionalização da prestação do serviço, da Atenção Básica à Alta Complexidade, independentemente do município onde está o serviço”.

Segundo Telma, a necessidade de pensar regionalmente se dá pela própria configuração das cidades. Ela aponta que é comum haver deslocamentos de uma mesma pessoa por várias cidades, ao longo de um só dia. “Um trabalhador acorda em São Vicente, vai trabalhar em Guarujá e, à noite, estuda em Santos, por exemplo. E, se neste caminho todo, ele precisar de atendimento de saúde, ele tem que ser atendido no município onde estiver, afinal ele também contribui com essas cidades, seja do ponto de vista humano, seja do ponto de vista tributário” argumenta.

A audiência pretende que os participam debatam, também, as formas de financiamento do SUS, o modelo de distribuição dos serviços e a integralidade dos atendimentos. “Esses são os pilares da sustentação do Sistema Único e precisam estar ajustados, entre as cidades, até para que não haja prejuízos aos municípios, mas, sobretudo, para que as pessoas, independentemente da residência, possam ser atendidas, pois quando se fala de saúde é a vida da população que está em jogo”.

*Com informações da Rede Telma

Foto: Rede Telma

 

 

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