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“Piratas” invadem e saqueiam veleiro em Guarujá

Crime ocorreu em frente à Fortaleza da Barra, no acesso marítimo ao Porto de Santos. Velejador chegou a ficar refém de três homens armados.

Da Redação*

Uma ação de “piratas” mobilizou a polícia de Guarujá, no litoral de São Paulo. Um velejador foi mantido refém ao ter a embarcação invadida por três homens armados, enquanto navegava nas proximidades da Fortaleza da Barra. Os criminosos fugiram em um barco menor, em direção ao bairro Santa Cruz dos Navegantes.

“Era uma estreia, já que eu tinha acabado de reformar todo o veleiro. Mas bem em frente ao forte, eu olhei para trás e vi três armas apontadas para mim”, contou Irineu Bottiglieri, de 69 anos, único a bordo no momento do crime. “Dois deles entraram no veleiro e me perguntaram se tinha mais alguém no barco. Eu falei que não. Em seguida, um sentou ao meu lado, apontando a arma, e o outro foi procurar as coisas”, revelou. A ação foi rápida e durou pouco menos de 10 minutos.

O local do crime, indicado pelo velejador, localiza-se entre as cidades de Guarujá e Santos, e serve de acesso ao complexo portuário, a marinas e clubes náuticos. Na varredura, os criminosos conseguiram encontrar uma quantia em dinheiro e bens pessoais da vítima, que mora em São Paulo. O prejuízo aproximado é de R$ 2 mil. “Eles são da faixa dos 20 anos e fugiram em direção à Pouca Farinha (Santa Cruz dos Navegantes)”, afirmou.

Em seguida, Irineu, que não ficou ferido, retornou à sede náutica de um clube, onde o barco fica atracado. “Eu poderia ter acionado alguém via rádio, mas resolvi voltar e pedir ajuda. Não sabia o que, de fato, estava acontecendo e quem eram os caras”, explicou. No local, funcionários prestaram auxílio. “A gente acionou a polícia e os líderes da comunidade na mesma hora. Todos sabem quem são os caras. Os policiais foram à comunidade, mas não conseguira achá-los”, conta o diretor náutico do clube, Ronei Figueiras Alves.

“O problema é que isso (crime no mar) está se tornando cada vez mais comum. Não há quem, de fato, faça a segurança no mar. Chegou ao ponto de a gente pensar em contratar seguranças particulares”, relatou o diretor. Ele teme eventuais prejuízos ao setor na região.

A Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), informou que não foi notificada sobre o crime. Mesmo assim, disse que a função da autoridade marítima é de garantir a segurança do tráfego aquaviário, e não de casos de segurança pública. A Polícia Federal, que pela legislação tem a atribuição de polícia marítima, disse que ficou ciente do ocorrido, mas também afirmou que o procedimento de investigação, nesse caso, cabe à Polícia Civil. Como a ocorrência ainda não foi registrada, não há inquérito instaurado.

*Com informações do G1

Foto: Arquivo Pessoal

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