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Moradores de Cubatão têm dificuldade para realizar tratamentos

Serviço de transporte gratuito para levar pessoas que precisam de tratamentos não disponíveis na cidade contava com 12 veículos, mas hoje são somente três que realizam o percurso entre os municípios.

Da Redação*

A população de Cubatão que precisa de tratamentos especializados de hemodiálise, radioterapia e quimioterapia e uso de câmara hiperbárica, que não existem na cidade, enfrentam muitas dificuldades para se deslocar a outros municípios. O problema ocorre desde outubro de 2016. O serviço gratuito de transporte, obrigação constitucional do poder público, foi reduzido de 12 veículos, nos meses finais da gestão Marcia Rosa (PT), para somente três (duas vans e um veículo de passageiros) na administração de Ademário Oliveira (PSDB) (foto).

A denúncia foi apresentada por Lauro Franklin, conselheiro de Saúde, à Câmara Municipal, durante a prestação de contas dos primeiros quatro meses do atual governo, feita à Comissão Parlamentar de Saúde pela secretária da pasta, Sandra Furquim. Segundo ele, a secretaria deixou de prestar esses serviços e de fornecer veículos para que conselheiros de saúde participem de eventos técnicos em outras localidades, embora a legislação estadual determine a realização desse transporte.

O Tratamento Fora de Domicílio (TFD) é um instrumento legal para garantir, pelo SUS, tratamento a pacientes que não têm cuidados específicos em sua cidade de origem. Consiste em uma ajuda de custo ao paciente e, em alguns casos, também ao acompanhante, encaminhados por ordem médica a unidades de saúde de outro município ou Estado.

Franklin representa a Associação de Moradores da Vila Natal no conselho e ele próprio é usuário desses serviços, para tratamento semanal em câmara hiperbárica em Santos. As deficiências no transporte para a área de saúde agravaram-se a partir de outubro passado, quando se encerrou o contrato com a empresa que alugava veículos à prefeitura.

Hoje, só duas vans transportam cerca de 40 pacientes, por dia, para hemodiálise em Guarujá, Santos e São Vicente. E, antes diário, o transporte de doentes para tratamentos quimioterápico, radioterápico e de especialidades no Hospital das Clínicas e no Incor, em São Paulo, passou a ser feito três vezes por semana. “Quem precisa de câmara hiperbárica tem que pegar ônibus para ir e voltar de Santos, pagando do próprio bolso, como eu faço”. Denuncia Franklin.

A secretaria alega faltarem veículos na prefeitura. E os que estão em uso, além de antigos, funcionam com peças retiradas de outros carros abandonados garagem municipal. “Esses pacientes correm risco de morrer e alguns já morreram por falta desses carros”, revela o conselheiro. “Por isso, fiz o apelo e entreguei um ofício pedindo providências, na audiência pública, na frente da secretária. Ela me disse que a gente já poderia mandar esse ofício diretamente para o Ministério Público, porque ela não tem suporte para nos atender”.

*Com informações de A Tribuna

Foto: Divulgação/Câmara de Cubatão

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