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Supremo investiga Papa, suspeito de receber R$ 600 mil da Odebrecht

Relator da Lava-Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin retirou sigilo do inquérito sobre o deputado santista.

Da Redação*

O relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, revogou o sigilo de um dos dois inquéritos instaurados com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht. No processo, o deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB-SP), identificado na denúncia da PGR como “Benzedor”, é suspeito de ter recebido R$ 600 mil não contabilizados da empreiteira.

Segundo o delator Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o santista teria recebido dois aportes da construtora: um de R$ 300 mil, em 2012, e outro, do mesmo valor, em 2014. O contexto dos repasses, de acordo om o procurador, só poderá ser aferido depois da conclusão das investigações. Outro colaborador, Luiz Antônio Bueno Júnior, afirmou em delação que, em 2014, Papa tinha protagonismo político em Santos, no litoral paulista, e que seria importante manter uma relação com ele.

“O colaborador Luiz Antônio Bueno Júnior, em seu Termo nº 09, destacou que, em 2014, quando João Paulo Papa postulava o cargo de deputado federal, verificou, junto com Benedicto Júnior, que João Paulo Papa era político que tinha protagonismo na cidade de Santos e representava o PSDB, portanto, seria importante guardar uma relação de longo prazo com ele, pois poderia auxiliar os interesses do Grupo Odebrecht em oportunidades futuras”, diz um trecho da denúncia da PGR apresentava ao Supremo.

O aporte de R$ 300 mil, no ano de campanha eleitoral, teria sido repassado por Josney Cirelli, que à época trabalhava na obra do emissário submarino nas cidades de Praia Grande, São Vicente e Santos. Papa foi prefeito de Santos de 2005 até 2012. Na decisão de abertura de inquérito e levantamento de sigilo, Fachin confirma o pedido de Janot e estabelece que os autos sejam remetidos “à autoridade policial” para a apuração da denúncia.

Fachin abriu 76 inquéritos contra políticos, a partir do conteúdo da delação da Odebrecht. Desses, o ministro havia determinado, em abril, o fim do sigilo de 74 e manteve apenas dois sob sigilo: um deles o do deputado João Paulo Papa.

*Com informações de O Globo

Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

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