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Preso padrasto acusado de estuprar enteada em São Vicente

Menina de 14 anos revelou à polícia que a mãe tinha “pleno conhecimento” dos abusos, que ocorreram, segundo a vítima, em um período de sete anos.

Da Redação*

M.O.F., de 48 anos, teve a prisão temporária de cinco dias decretada, acusado de estuprar a enteada, durante sete anos, em casa e em um motel, em São Vicente, litoral de São Paulo. Atualmente, a vítima tem 14 anos de idade. O delegado Marcelo Gonçalves da Silva, da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, teve conhecimento dos abusos e pediu a prisão do acusado, depois de interrogá-lo e tomar os depoimentos da garota e da mãe dela, companheira de M.O.F..

“Ele (M.O.F.) admite ter mantido relações sexuais com a enteada apenas no último ano, mas acha que não praticou crimes. Considera tudo normal, dizendo que a menina permitiu e se insinuava para ele. Argumentou ainda que a sua companheira ficou grávida aos 15 anos”, relatou o delegado.

Como não havia flagrante, o delegado dependia de ordem judicial para prender o homem. Gonçalves tentou contato com o plantão judiciário de Santos, mas ninguém atendeu ao telefone. A autoridade policial, então, conseguiu formular o seu pedido ao juiz Antonio Carlos Costa Pessoa Martins. Titular da 2ª Vara Criminal de Praia Grande e corregedor da Polícia Judiciária naquela comarca, Costa Pessoa analisou o requerimento de Gonçalves e o deferiu. Desse modo, o acusado não foi liberado da CPJ, sendo removido à cadeia.

Os abusos sexuais chegaram ao conhecimento da Polícia Civil por meio de uma testemunha, para quem a adolescente revelou a conduta do padrasto por não confiar na própria mãe, supostamente conivente com toda a situação. Ouvida na CPJ, a garota afirmou que a mãe tinha “conhecimento” do que acontecia. Ainda conforme a menina, ela permaneceu esse tempo toda calada, porque o padrasto ameaçava fazer o mesmo com as irmãs menores dela.

Indagada sobre onde eram cometidos os estupros, a vítima contou que M.O.F. começou a abusá-la na residência da família. Depois, passou a levá-la com frequência a um motel na Cidade Náutica, em São Vicente, onde nunca lhe pediram a apresentação de documento para a comprovação de idade. Segundo a adolescente, apenas uma vez ela foi ao motel de carro. Nas demais, o padrasto pilotava uma moto.

Inicialmente, a mãe da menina declarou que a filha nunca se queixou de qualquer violência cometida pelo padrasto. Depois, a mulher admitiu que há quatro meses passou a “desconfiar de algo anormal” e chegou a questionar o companheiro, mas ele nada confessou. Por fim, afirmou saber de tudo, atribuindo o seu silêncio ao medo de represálias.

*Com informações de A Tribuna

Foto:  Creative Commons

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