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Sindicalistas “enterram” deputados favoráveis às reformas em Santos

Representantes da Baixada Santista, Beto Mansur (PRB), João Paulo Tavares Papa (PSDB) e Marcelo Squassoni (PRB) são os mais lembrados em protesto nas areias da praia do Gonzaga.

Da Redação*

A praia de Santos, no litoral de São Paulo, foi palco de uma manifestação inusitada nesta quinta-feira (11/5). Centrais sindicais armaram um “cemitério”, em frente à Praça das Bandeiras, no bairro do Gonzaga, para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária elaboradas pelo Governo Federal. Ao todo, 296 cruzes foram colocadas na areia, em referência ao número de deputados que votaram a favor das mudanças.

Hebert Passos Filho, coordenador local da Força Sindical, justificou a ação dizendo que os parlamentares foram “simbolicamente enterrados”. Nas cruzes, aparecem o nome e o partido de cada deputado federal que aprovou o texto da reforma trabalhista. “O movimento sindical faz esse protesto como alerta para a sociedade. Com certeza, não vamos deixar que ninguém se esqueça do que eles estão fazendo contra nós”. Velas foram acesas pelos sindicalistas, contrários às reformas.

Os deputados Beto Mansur (PRB) (foto), João Paulo Tavares Papa (PSDB) e Marcelo Squassoni (PRB), que votaram favoravelmente às mudanças, receberam destaque no ato por serem representantes da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. “Onde eles estiverem, nós também estaremos para lembrar a todos o que eles fizeram”, garantiu Passos.

Durante a semana, cartazes com os rostos dos três parlamentares foram fixados em postes pelas entidades sindicais em cidades das duas regiões. Em cada cartaz está a frase: “Você tinha direitos trabalhistas, até estes deputados da região tomarem de você”. A Força Sindical promete novos protestos nos próximos dias.

Beto Mansur, por meio de nota, disse que “não via problema no protesto, desde que fosse feito de forma pacífica”. Marcelo Squassoni afirmou que “sempre esteve à disposição para o diálogo junto a sindicatos e qualquer outro setor da sociedade civil organizada, e sempre recebeu a todos”. Já João Paulo Tavares Papa, assim como os colegas, confirmou que foi favorável ao texto do Governo. “É preciso acompanhar a evolução nas formas e nas relações de trabalho, fruto da globalização e do surgimento de novas tecnologias, que dinamizaram esse processo”, completou.

*Com informações do G1

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil EBC

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