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Hospital dos Estivadores é alvo de denúncias em Santos

Duas gestantes apontam práticas do tipo esquecimento de gaze dentro do corpo, além de bebê com clavícula fraturada e mulher liberada mesmo em trabalho de parto.

Da Redação*

O recém-inaugurado Hospital dos Estivadores está sendo alvo de denúncias por parte de duas gestantes, que foram atendidas na maternidade da instituição, única ala em funcionamento até o momento. Segundo ambas, a situação é grave, pois uma delas foi enviada para casa com quadro de infecção urinária e 40 minutos depois deu à luz na escadaria do prédio onde reside; a outra, por sua vez, teve um rolo de gaze esquecido dentro do corpo e sua bebê sofreu fratura de clavícula, consequência do procedimento.

“Induziram meu parto até o final para que fosse normal. A minha bebê era grande e eu não tinha a dilatação suficiente para a passagem. A Sofia ficou presa e roxa por falta de ar. O médico precisou fazer um corte para a retirada da minha filha, que teve a clavícula quebrada durante o procedimento”, conta a assistente administrativa Kamilla Flórido. Ainda segundo ela, o trauma na filha só foi observado no quinto dia. Além disso, após oito dias do parto, foi detectado o esquecimento de gaze dentro da paciente. Ela teve o objeto removido e teve de tomar antibióticos para editar infecções. Agora, Kamilla afirmou que vai procurar um advogado para ingressar na Justiça.

Já Radharani Cecília Carvalho Gonçalves foi liberada dos Estivadores com o diagnóstico de infecção urinária. No entanto, sua filha Niyah acabou nascendo 40 minutos depois, na escadaria do prédio em que mora, no bairro Pompeia, em Santos. “Estava com pré-eclâmpsia (pressão alta e proteína na urina) e ninguém se atentou para o problema”, afirma.

Justificativas

O Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz, responsável pela administração do Hospital dos Estivadores, informa, em nota, que as pacientes Radharani Cecília Carvalho Gonçalves e Kamilla Flórido foram atendidas de acordo com o “modelo assistencial de excelência adotado pela instituição, que é focado no acolhimento, cuidado integrado e segurança do paciente”.

O Hospital afirma, ainda, que, respeitando o sigilo previsto no Código de Ética Médica só pode fornecer informações a respeito das condutas e procedimentos realizados na unidade hospitalar aos pacientes ou aos seus representantes legais.

A Prefeitura, por sua vez, diz que entrou em contato com Kamilla para obter mais informações e abriu um processo interno para averiguar os fatos junto ao Instituto Oswaldo Cruz. A Secretaria de Saúde de Santos informa que a paciente teve o acompanhamento de pré-natal adequado.

*Com informações de A Tribuna

Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

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