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Movimento cultural vence e Cadeia Velha de Santos volta a abrigar oficinas

Pressão da classe artística dá resultado: local vai se dividir entre atividades da Agem e a manutenção de cursos para o Centro de Artes Integradas, mediante repasse de R$ 214 mil.

Da Redação*

Depois do anúncio de que a Cadeia Velha de Santos sediaria somente a sede da Agem (Agência Metropolitana da Baixada Santista) e o polo local do Projeto Guri, as pressões do movimento cultural santista deram resultado e estado e município mudaram de ideia. O espaço seguirá promovendo oficinas culturais gratuitas para a população da região. As ações deverão acontecer na área térrea da antiga cadeia e serão realizadas por produtores locais, por meio de um repasse de R$ 214 mil para manutenção das oficinas ao longo de 2017.

A mudança de postura foi divulgada pelo atual presidente do Conselho de Cultura de Santos, o produtor cultural Junior Brassalotti, e pelo secretário municipal de Cultura Fabião Nunes. Brassalotti explica que, em reunião da comissão sobre a Cadeia Velha da Câmara de Santos, realizada na tarde de terça-feira (9/5), recebeu as informações do vereador Chico do Settaport.

“É uma vitória da classe artística e também um modelo para que outras cidades se mobilizem e lutem por políticas públicas para a Cultura. A Cadeia receberá o escritório da Agência Metropolitana da Baixada Santista, mas será um Centro Cultural de Artes Integradas composto pela Agem e não o contrário”, afirma.

O secretário de Cultura de Santos conta que está alinhado com o município e o estado o valor do repasse de R$ 214 mil, que corresponderia aos meses de fevereiro deste ano até novembro (perto de R$ 21 mil mensais) e que esse valor seria o necessário para manter as oficinas culturais.

“O Estado destinava R$ 70 mil para a Poiesis (O.S. que administrava as oficinas culturais). Conseguimos chegar nesse valor após alinhar o uso compartilhado do espaço. Dessa forma, a Agem usará o prédio de manhã e, de tarde e à noite, está garantida a função artística da Cadeia, que será tocada pelos movimentos culturais, como não poderia deixar de ser”, afirma Fabião.

Em nota, a Agem confirmou que as celas da área térrea da Cadeia Velha serão destinadas ao Projeto Guri e aos movimentos culturas, que terão espaço garantido, inclusive para a realização de oficinas. Disse, ainda, que a migração para a Cadeia Velha está inserida em uma política de contenção de despesas e ressaltou que o local continuará a ser palco das manifestações culturais, pois se trata de um patrimônio da sociedade e dos movimentos culturais.

*Com informações do Diário do Litoral

Foto: Revista Fórum

 

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