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Audiência Pública discute exploração sexual de crianças no Centro de Santos

Encontro será na próxima quarta-feira, na Câmara Municipal, e tem por objetivo levantar informações precisas que permitam um diagnóstico da vulnerabilidade social das comunidades da região.

Da Redação *

Na próxima quarta-feira (10), às 18h30, será realizada uma audiência pública, na Câmara Municipal de Santos (Praça Tenente Mauro Batista Miranda, 1, Vila Nova), com o objetivo de debater a situação de crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual em bairros da área central da cidade. A iniciativa é do vereador Geonísio Aguiar, o Boquinha (PSDB), que vem se reunindo com a vereadora Telma de Souza (PT), presidente da Comissão dos Direitos da Cidadania e dos Direitos Humanos da Câmara, para tratar do tema.

Telma de Souza está tentando articular um amplo mutirão, com o intuito de levar informações aos locais mais afetados pela violência e colher dados que permitam um diagnóstico da vulnerabilidade social das comunidades.

O vereador Antonio Carlos Banha Joaquim (PMDB) apresentará um requerimento ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), solicitando informações sobre as ações que serão tomadas pela Secretaria de Ação e Cidadania em relação às denúncias de exploração das meninas feitas pelo Conselho Tutelar, que diz respeito à falta de locais e serviços de atendimento às crianças.

Indignação

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, mostrou indignação om o cenário. “Infelizmente, é uma triste realidade que existe não só em Santos, mas em várias cidades do país. No entanto, apesar de ser frequente, não se deve fechar os olhos para isso e, sim, exigir das autoridades municipais que encarem o problema de frente e criem mecanismos e alternativas para, ao menos, minimizar a situação. Trata-se de um problema social gravíssimo, que desencadeia outras dificuldades, como por exemplo, nas áreas de segurança e saúde pública, pois essas meninas estão expostas a uma série de doenças, inclusive ao vício em drogas, que podem ser evitadas”, destaca.

Segundo a líder estudantil, é um quadro desolador, que deixa sequelas crônicas nas vítimas, mas que precisa ser combatido com firmeza. “Como mulher e jovem, me sensibilizo e solidarizo profundamente com essas meninas. Esse cenário também é um reflexo do abandono que as últimas administrações municipais e, especialmente a atual, impuseram nas áreas onde acontecem essas aberrações, como Paquetá, Mercado, Vila Mathias, Vila Nova e outras zonas centrais da cidade. As últimas gestões municipais são responsáveis pela total ausência de políticas públicas de combate à violência. Talvez parcerias entre o poder público e universidades ou outros setores da sociedade civil organizada, além de ações mais efetivas das Delegacias da Mulher e da Infância e Juventude e a criação de uma casa abrigo específica para acolher essas meninas, possam representar saídas para o fim do problema”, completa.

* Com informações do Diário do Litoral

Foto: CREATIVE COMMONS – CC BY 3.0

 

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