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Orquidário e Aquário de Santos correm risco de colapso total e podem fechar

As receitas vêm caindo ano a ano e tudo começou quando a administração dos parques saiu da Secretaria de Turismo (Setur) e foi parar no colo da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), que sofre com constantes cortes no seu orçamento.

Por Glauco Braga do Santos em Off

O Orquidário e o Aquário sempre foram motivo de orgulho para os santistas e turistas. Mas como sempre dá para estragar o que está bom e funcionando, a Prefeitura de Santos está conseguindo destruir os dois equipamentos públicos no dia a dia. Somente os visitantes mais atentos já devem ter reparado que os pontos turísticos estão sem manutenção, problemas estruturais e caminhando para uma situação sem volta, com risco de fechar mesmo. A palavra para a situação é “caótica”. As receitas vêm caindo ano a ano e tudo começou quando a administração dos parques saiu da Secretaria de Turismo (Setur) e foi parar no colo da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), que sofre com constantes cortes no seu orçamento.

Caro leitor, existe até uma ideia genial para resolver o problema. Aumentar os valores dos ingressos de R$ 5,00 para R$ 25,00 no Orquidário e Aquário. Será o mundo ideal, mas além do risco de diminuição no número de visitantes, a proposta não teria efeito algum se o dinheiro continuasse sendo repassado para uma tal de “caixa central” e não chegasse à Semam.

Tudo começou em 2015, com o decreto 7036. Em 2016, os parques deixaram o Turismo e foram para o Meio Ambiente. A partir daí, os serviços de manutenção foram sendo abandonados, pois não havia dinheiro para isso e os valores arrecadados nas bilheterias passavam bem longe também. Nem o dinheiro para pagamento das contas de água, luz, telefone e dos contratos sob responsabilidade dos dois parques foi repassado à Semam.

Além das despesas com os dois parques, a Semam também recebeu de presente as despesas com os funcionários que atuam nos dois parques. Os valores também não foram repassados. O risco é não ter dinheiro, em breve, para pagar todo mundo. O custeio dos parques gira em torno de R$ 6,5 milhões/ano, ou perto de R$ 540 mil/mês.

Vamos citar somente alguns problemas encontrados no Orquidário: banco quebrado; bebedouro com vazamento, corrimão quebrado, extintor de incêndio com validade vencida; brinquedos quebrados no playground; infiltrações, rachaduras, ferrugem, geladeiras e armários em péssimo estado, equipamentos quebrados, ralos entupidos e falta de fiação elétrica.

No Aquário Municipal, temos dezenas de problemas também. Água sem escoamento; fiação elétrica exposta; freezer enferrujado; ferrugem; telhado quebrado; falta de pintura; exaustores quebrados; bombas de água quebrada etc.

pavao

A Prefeitura sabia que era impossível dar o devido atendimento aos parques sem o repasse do dinheiro, ainda mais com a receita da Semam sendo reduzida ano a ano. O vereador Benedito Furtado (PSB), conhecido pela defesa dos animais e que manda na Semam, não sabia que isso ia acontecer?

Apenas um detalhe: não só os cachorros e os gatos são animais, nobre vereador. No Orquidário e o Aquário existem dezenas de bichos que também sofrem quando a infraestrutura vai sendo destruída.

pinguim

Os dois parques correm o risco de colapso total por falta de pagamento de concessionárias; fim de contratos de alimentação dos animais; transporte de valores e controle de acesso; falta de medicamentos para os animais; falta de manutenção, falta de recursos para pagamento de pessoal e dispensa de bolsistas da frente de trabalho.

Todo sabiam que isso ia acontecer, mas deram uma “banana” para os parques e ficaram quietos. A conferir.

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