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“A Prefeitura só está tentando intimidar os servidores”, diz presidente do sindicato dos servidores de Santos

A programação dos servidores em greve em Santos continua. Desde cedo, os manifestantes se reuniram na Praça Mauá, no Centro da cidade, onde haverá a apresentação da peça “Circo da Miséria”, com o palhaço Jeff Vasques. À noite, haverá uma assembleia na Associação Atlética dos Portuários de Santos.

Da Redação com Informações do G1

A prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, afirma que enviará um ofício por carta registrada e por meio eletrônico, ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), nesta segunda-feira (27), exigindo o cumprimento da determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) em relação à greve dos servidores públicos da cidade.

Flávio Saraiva, presidente do Sindicato dos Servidores de Santos (Sindiserv) reafirmou para o jornal A Tribuna, de Santos, que a categoria não retoma as atividades enquanto não for notificada. O sindicalista avisa que, após o comunicado oficial da decisão, irá tomar as medidas cabíveis. “Acho que a Prefeitura só está tentando intimidar os servidores. Faço questão que você coloque esse termo na matéria”.

A programação dos servidores em greve continua. Desde cedo, os manifestantes se reuniram na Praça Mauá, no Centro de Santos, onde haverá a apresentação da peça “Circo da Miséria”, com o palhaço Jeff Vasques. À noite, haverá uma assembleia na Associação Atlética dos Portuários de Santos, que fica na R. Joaquim Távora, 424, no Marapé.

De acordo com a Prefeitura de Santos, a greve atinge setores essenciais dos serviços públicos da cidade há duas semanas. O TJ-SP determinou que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos garanta de imediato e integralmente os serviços em creches, atendimento urgente à saúde da população e de outros que coloquem em risco esse mesmo direito, além de assegurar, no mínimo, 80% dos funcionários nas áreas de saúde, educação e assistência social.

Ainda segundo a Prefeitura, o advogado do Sindserv vai receber um ofício por carta registrada e por meio eletrônico, na forma da lei. O Diário Oficial do Estado também publicou a determinação nesta segunda-feira.

Histórico da greve

A decisão pela greve foi tomada por mais de 600 trabalhadores presentes em assembleia realizada no dia 23 de fevereiro, em resposta ao anúncio do governo de não querer reajustar os salários. No dia 9 de março, os servidores iniciaram a greve por volta das 8h, e os serviços públicos foram paralisados.

No dia 13 de março, os manifestantes se reuniram na Praça das Bandeiras e percorreram a Avenida Ana Costa. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, no mesmo dia, falou que a prefeitura não tem recursos para conceder o reajuste salarial pleiteado pela categoria, e que isso só será possível a partir do segundo semestre, caso a situação dos cofres públicos melhore. A prefeitura entrou na Justiça para garantir que 80% dos servidores públicos compareçam aos serviços municipais essenciais nas áreas da educação, assistência social e saúde.

Desde o início da greve, os funcionários se concentram na Praça Mauá e na Praça das Bandeiras e fazem passeatas pelas ruas da cidade.

No dia 20 de março, a proposta apresentada pela Prefeitura de Santos foi abono salarial de 5,35% referente ao índice da inflação, que seria incorporado ao salário em dezembro, e também foi mantida a oferta da reposição de 5,35% sobre os valores do auxílio alimentação e da cesta básica, com pagamento retroativo a fevereiro.

Os servidores recusaram a proposta em assembleia realizada na última quinta-feira. No mesmo dia, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que 100% dos serviços considerados de urgência à saúde, além das creches, e 80% dos serviços de saúde, educação e assistência social sejam retomados em Santos. O sindicato alega, no entanto, que não foi notificado e, portanto, mantém a paralisação como estava antes da decisão.

 

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