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Adesão à greve dos servidores de Santos cresce e categoria deve rejeitar proposta da prefeitura tucana

A proposta apresentada pela Prefeitura de Santos, considerada um insulto à categoria, foi de abono salarial de 5,35% referente ao índice da inflação, que seria incorporado ao salário apenas em dezembro.

Da Redação com Informações do G1

Os servidores públicos de Santos, no litoral de São Paulo, entram no 14º dia de greve nesta quarta-feira (22). A categoria reivindica reajuste salarial na Praça Mauá, no Centro da Cidade. Segundo o Sindserv, há novas adesões ao movimento a cada dia. A última proposta apresentada pela Prefeitura de Santos não agradou os servidores, mas ainda deve ser votada nesta quinta-feira.

A proposta apresentada pela Prefeitura de Santos, na última segunda-feira, foi de abono salarial de 5,35% referente ao índice da inflação, que seria incorporado ao salário em dezembro, e também foi mantida a oferta da reposição de 5,35% sobre os valores do auxílio alimentação e da cesta básica, com pagamento retroativo a fevereiro. A proposta será votada em um assembleia na noite desta quinta-feira (24), mas, a princípio, não foi bem aceita pelos servidores.

O presidente do Sindserv, Flávio Saraiva considerou a proposta um insulto à categoria. Os servidores irão manter a greve, pelo menos, até esta quinta-feira. Nesta quarta, eles se reúnem na Praça Mauá. Segundo ele, o movimento têm crescido a cada dia. “Todo dia tem gente nova chegando. O pessoal Assistência Social, Saude e Educação compõem cerca 80%. A gente tem tido novas adesões”, disse ele. Um exemplo são os funcionários públicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) que, segundo o Sindserv, devem paralisar as atividades em apoio à greve.

Histórico

A decisão pela greve foi tomada por mais de 600 trabalhadores presentes em assembleia realizada no dia 23 de fevereiro, em resposta ao anúncio do governo de não querer reajustar os salários. No dia 9 de março, os servidores iniciaram a greve por volta das 8h, e os serviços públicos foram paralisados.

No dia 13 de março, os manifestantes se reuniram na Praça das Bandeiras e percorreram a Avenida Ana Costa. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, no mesmo dia, falou que a prefeitura não tem recursos para conceder o reajuste salarial pleiteado pela categoria, e que isso só será possível a partir do segundo semestre, caso a situação dos cofres públicos melhore. A prefeitura entrou na Justiça para garantir que 80% dos servidores públicos compareçam aos serviços municipais essenciais nas áreas da educação, assistência social e saúde.

Desde o início da greve, os funcionários se concentram na Praça Mauá e na Praça das Bandeiras e fazem passeatas pelas ruas da cidade.

 

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