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Prefeito de Santos faz contraproposta que deverá ser rejeitada por servidores

O presidente do Sindserv destacou que a greve continua até quinta-feira, quando a proposta será levada em assembleia para aprovação ou rejeição. A reunião será realizada no Associação Atlética dos Portuários de Santos, às 19 horas.

Da Redação com Informações do Diário do Litoral

Em reunião com representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), na noite desta segunda-feira (20), o prefeito tucano Paulo Alexandre Barbosa propôs abono para os servidores estatutários, correspondente a 5,35% sobre o vencimento do cargo, no período de outubro a novembro; reajuste de 5,35% nos vencimentos dos servidores, no mês de dezembro; e manutenção da proposta de reajuste de 5,35% sobre o valor do auxílio alimentação, passando para o valor mensal de R$ 422,40 e do valor da cesta básica, passando seu valor mensal para R$ 263,40, a partir de fevereiro deste ano.

O Sindserv dá sinais de que não aceitará o que foi proposto. O presidente do sindicato, Flávio Saraiva (foto), classificou a proposta do Executivo como ­indecente.

“Uma proposta que é o segundo tapa na cara. O primeiro foi o reajuste da cesta básica e do auxílio alimentação na inflação, que não serve para absolutamente nada. Agora, nós recebemos uma proposta de abono para os dois últimos meses do ano de 5,35%, sendo que no final do ano nós teremos, provavelmente, uma perda acumulada de mais de 10%”, comentou Saraiva.

O presidente do Sindserv destacou que a greve continua até quinta-feira, quando a proposta será levada em assembleia para aprovação ou rejeição. A reunião será realizada no Associação Atlética dos Portuários de Santos, às 19 horas.

O prefeito disse que foi feito um esforço adicional por parte do Poder Executivo, considerando a melhora na economia para o segundo semestre e o projeto de refinanciamento das dívidas, onde a Prefeitura tem R$ 3 bilhões a receber.

Segundo o Executivo,  a proposta gera um impacto de quase R$ 20 milhões na folha de pagamento da Prefeitura.

“Importante frisar que todos os cargos comissionados estão excluídos. Terão reajuste 0%. Importante dizer que nenhum secretário, nem mesmo prefeito teve reajuste e continuará não tendo. É zero por cento. Esse esforço se dedica exclusivamente aos servidores da prefeitura”, disse Barbosa, que pediu compreensão do ­sindicato.

 

 

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