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Servidores de Santos entram no nono dia de greve sem proposta da prefeitura tucana

Prefeito Paulo Alexandre Barbosa diz que prefeitura não tem recursos. Aula pública de economista nesta sexta-feira (17) demonstra que é mentira.

Da Redação com Informações do G1

A greve dos servidores de Santos, no litoral de São Paulo, completa nove dias nesta sexta-feira (17). Os funcionários se concentraram na Praça Mauá, no Centro da Cidade. A paralisação dos serviços é por tempo indeterminado e é coordenada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), por conta da falta de reajuste salarial.

Nesta quinta-feira (16), os servidores se concentraram na Praça Mauá e, durante a tarde, seguiram em passeata até a Câmara Municipal. Representantes da categoria conversaram com alguns vereadores sobre o posicionamento de cada um deles sobre o Projeto de Lei Complementar.

“A maioria estava a favor do movimento e disse que não votaria em nada que não fosse, no mínimo, a inflação. Nós pedimos a inflação + 5%. Ele diz que está aberto ao diálogo, mas estamos aqui na Praça e fomos à Prodesan duas vezes, em nenhum momento ele procurou o sindicato”, afirmou Teresa Cristina Borges, do Sindserv.

Ainda segundo o Sindserv, dos 21 vereadores, 14 foram até os servidores e disseram que rejeitarão qualquer projeto onde o reajuste não alcance pelo menos a inflação. Além dos 14, mais dois se comprometeram a negar qualquer projeto de redução salarial por telefone e email nesse mesmo dia.

A justificativa do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, é que a prefeitura não tem recursos para conceder o reajuste salarial. Porém, o Sindserv diz que isso é mentira. Nesta sexta-feira (17), o Sindserv promove uma aula pública no Sindicato dos Petroleiros, por volta das 17h, com consultor financeiro Rodolfo Amaral sobre a situação real dos cofres da Prefeitura de Santos.

A imagem ao lado, com o prefeito Paulo Alexandre Barbosa caracterizado como o personagem Pinóquio, circula em grupos internos dos servidores.

Histórico

A decisão pela greve foi tomada por mais de 600 trabalhadores presentes na assembleia realizada no dia 23 de fevereiro em resposta ao anúncio do governo de não querer reajustar os salários. Na última quinta-feira (9), os servidores iniciaram a greve por volta das 8h e os serviços públicos foram paralisados. Os funcionários se concentraram na Praça Mauá e fizeram duas passeatas, tanto na quinta-feira como na sexta-feira (10).

Nesta segunda-feira (13), os manifestantes se reuniram na Praça das Bandeiras e percorreram a avenida Ana Costa. O prefeito de Santos, no litoral de São Paulo, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), no mesmo dia, falou que a prefeitura não tem recursos para conceder o reajuste salarial pleiteado pela categoria, e que isso só será possível a partir do segundo semestre, caso a situação dos cofres públicos melhore. No mesmo dia, a prefeitura entrou na Justiça para garantir que 80% dos servidores públicos compareçam aos serviços municipais essenciais nas áreas da educação, assistência social e saúde.

Já na terça-feira (14), mesmo com chuva, os funcionários públicos se reuniram na Praça Mauá e eles continuaram protestando e batendo panelas tanto nas escadarias do Paço Municipal como também durante uma passeata que ocorreu nas ruas do Centro de Santos. Na quarta-feira (15), os manifestantes se reuniram na Praça das Bandeiras e fizeram duas passeatas pela avenida Ana Costa.

 

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