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PM de Alckmin dispara bombas e desce a borracha em estivadores do Porto de Santos

Um ato pacífico dos trabalhadores portuários de Santos em apoio ao movimento nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência, na manhã desta quarta-feira (15), em frente ao Terminal da Brasil Terminal Portuário, na Alemoa, foi violentamente interrompido pela Polícia Militar com bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes. Veja o vídeo.

Da Redação com Informações da Tribuna de Santos

Um ato pacífico dos trabalhadores portuários de Santos em apoio ao movimento nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência, na manhã desta quarta-feira (15), em frente ao Terminal da Brasil Terminal Portuário, na Alemoa, foi violentamente interrompido pela Polícia Militar com bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes.

Várias manifestações dos portuários aconteceram desde o início da manhã, quando um grupo se concentrou em frente ao Posto 1 de escalação do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo-Santos). De lá, eles seguiram até o terminal, onde também chegaram a bloquear parcialmente parte da Via Anchieta.

O presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva, o Nei, afirma que houve truculência por parte da Polícia Militar. “O coronel chegou atropelando todo mundo. Onde já se viu fazer isso? O trabalhador está em uma manifestação ordeira. Ninguém aqui fez nenhuma arruaça e a polícia já chegou atirando em todo mundo, nem conversou com ninguém”.

A equipe de A Tribuna acompanhava o protesto quando viaturas do Baep chegaram ao local. A Reportagem contou 11 homens com escudos e cassetetes, que começaram a disparar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o movimento. Houve pânico e alguns trabalhadores, na tentativa de se proteger, correram em direção ao Valongo.

Na fuga, os trabalhadores montaram barricadas pelo caminho, usando pneus e pedaços de madeira. Uma delas foi incendiada para afastar ainda mais os homens do Baep. Um trabalhador foi atingido por uma das bombas atiradas pela corporação. Ele sofreu ferimentos em uma das pernas.

O confronto chegou ao Centro da Cidade. Portuários se concentraram nas imediações da Bolsa do Café, onde, novamente, encontraram policiais do Baep. Os trabalhadores seguiram pelas ruas Riachuelo e XV de Novembro, chegando à Praça Mauá. Com medo, comerciantes acabaram fechando as portas.

A Cavalaria da Polícia Militar foi acionada. Quando chegou ao local, o Baep dispersou. Portuários, então, se dividiram em grupos. Um se concentrou na Praça Mauá e outro no cais santista, na altura do Centro.

Em frente à Prefeitura de Santos, em um novo confronto, um estivador afirmou ter sido atingido pela corporação com um tiro de bala de borracha. Reinaldo Ribeiro, de 45 anos, contou que o disparo acertou seu braço esquerdo. “Eles vieram de lá (BTP) atacando bomba. Do nada pararam e já chegaram jogando bomba em nós”, comentou.

Além deste trabalhador, o sindicato da categoria afirma que outros dois portuários foram atingidos por balas de borracha.

A Reportagem apurou com a Polícia Militar que um trabalhador foi preso na ação. Por segurança, em razão do protesto, a Guarda Municipal fechou o Paço Municipal.

Em nota, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) informa que não recebeu qualquer comunicado oficial das categorias profissionais ligadas às atividades portuárias a respeito da paralisação em curso nesta quarta-feira. Apenas soube pela mídia, por meio de notícias veiculadas, que o movimento desta data se refere a protesto sobre o descontentamento dos trabalhadores com referência às reformas previdenciária e trabalhista.

O Sopesp também recebeu informes de que, após o período das 13 horas o atendimento à requisição de trabalhadores avulsos será plenamente normalizado.

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