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Greve dos servidores de Santos cresce a cada dia diante de intransigência da prefeitura tucana

No terceiro dia de greve, Servidores de Santos (SP) lotam manifestação, são aclamados pela população e tem adesão cada vez maior.

Da Redação com Informações do G1 e da Tribuna de Santos

O secretário de Governo de Santos (SP), Rogério Santos, declarou que “nenhum governo responsável pode oferecer neste momento, no mês de março, qualquer tipo de aumento”. A resposta para as palavras do garoto de recados do prefeito tucano da cidade, Paulo Alexandre Barbosa, foi retumbante. Tomou pela frente uma passeata enorme, que atravessou a Av. Ana Costa, uma das mais importantes da cidade.

Recebidos com aplausos pela população, o cordão dos trabalhadores foi até o prédio da empresa Progresso e Desenvolvimento de Santos (PRODESAN), responsável pelo planejamento dos serviços na cidade.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserv), Flávio Saraiva, disse que a greve continua por tempo indeterminado mesmo após o anúncio da prefeitura de que não há condições para dar reajuste aos servidores. Ele não acredita na baixa arrecadação do governo municipal.

“A prefeitura terá uma arrecadação muito maior do que está falando. No fim do ano, eles irão apresentar um orçamento milionário sem reajuste dos servidores. Os servidores não podem ter seus salários reduzidos. A economia já voltou a crescer. O pagamento dos servidores não vai ser agora, eles vão recebendo paulatinamente. Essa ideia de arrecadação baixa é para enganar a população, é balela”, falou.

Ainda segundo o presidente do Sindserv, a última greve dos servidores aconteceu há quase 20 anos e o movimento vai se manter firme nos próximos dias. Para ele, seria de bom senso que a Prefeitura de Santos chamasse os servidores e apresentasse uma proposta. “Vamos continuar com a greve dia a dia até que haja alguma solução. Não dá para a parte mais frágil, que esta mais endividada, por conta dos baixos salários, ter rebaixamento salarial”, afirmou.

Na última quinta-feira (9), os servidores iniciaram a greve por volta das 8h e os serviços públicos foram paralisados. Os funcionários se concentraram na Praça Mauá e fizeram duas passeatas tanto na quinta-feira como na sexta-feira (10).

Perdas salariais

Os Servidores lutam por um reajuste de 5,5%, além de mais 8% de reposição de perdas salariais passada. A Prefeitura ofereceu apenas 5,35% de correção na cesta básica e auxílio-alimentação, o que foi rejeitado pelos trabalhadores.

Já os servidores ligados ao Sindicato dos Estatutários (Sindest), que representa 11 mil trabalhadores, estão na expectativa de que a entidade entregue, também nesta segunda, um requerimento de mesa-redonda ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O objetivo é abrir uma renegociação com a Prefeitura.

Adesão

A Prefeitura de Santos, tentando minimizar o movimento, disse em nota na última sexta-feira, que a adesão à greve dos servidores caiu no segundo dia de paralisação. Mesmo nos cálculos oficiais, a Educação, área mais atingida, aparece com mais de 70% de adesão. As notícias, no entanto, diante da intransigência da prefeitura e das manifestações, é que as adesões à greve têm crescido a cada dia.

 

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