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Travesti desaparecida em Osasco pode ter sido vítima de transfobia, diz a mãe

Desaparecida desde sábado, 18 de fevereiro, a travesti Preta Mendes foi vista pela última vez saindo de sua casa, no Rochdale, em Osasco. O Núcleo de Políticas LGBT de Osasco foi extinto no início do ano, dois anos após uma decisão do Ministério Público de São Paulo que alegava inconstitucionalidade em vários cargos, incluindo cargos dentro da Coordenadoria da Mulher e Promoção da Igualdade Racial, onde ficava o Núcleo de Políticas LGBT.

Da redação com Informações do Visão Oeste

Desaparecida desde sábado, 18 de fevereiro, a travesti Preta Mendes foi vista pela última vez saindo de sua casa, no Rochdale, em Osasco.

Segundo a mãe de Preta, Dina Mendes, de 51 anos, a jovem está sem celular por ter sido roubada recentemente.

“Tenho muito medo de [ela] ter se tornado vítima dessas pessoas cheias de ódio no coração, de ter sofrido alguma agressão”, disse ao jornal Extra.

De acordo com Dina, Preta não tem namorado no momento. Ela conta que uma amiga da filha esteve com Preta no domingo. “Ela contou que no domingo, foi com meu filho à casa de um outro rapaz. Por volta das 20h, eles deixaram o local com outros dois rapazes”.

Segundo ela, Preta Mendes saiu do carro e subiu a rua para voltar para casa. E desde então ninguém sabe mais dela.

Travesti desaparecida pode ter sido vítima de transfobia, afirma sua mãeTravesti desaparecida pode ter sido vítima de transfobia, afirma sua mãe

Preta Mendes está desaparecida desde sábado

A família já percorreu hospitais e também esteve no Instituto Médico Legal (IML) de Osasco. Eles registraram a ocorrência no 4º DP e fazem uma mobilização em redes sociais.

Osasco está sem Núcleo de Políticas LGBT

O Núcleo de Políticas LGBT de Osasco foi extinto no início do ano, dois anos após uma decisão do Ministério Público de São Paulo que alegava inconstitucionalidade em vários cargos, incluindo cargos dentro da Coordenadoria da Mulher e Promoção da Igualdade Racial, onde ficava o Núcleo de Políticas LGBT.

Segundo Denis Ramos, ex-coordenador de Políticas LGBT de Osasco, se o suposto caso se tratar realmente de um delito de intolerância, de LGBTfobia, “a falta de um organismo com políticas específicas impede que tomemos ações efetivas”. “Assim ficamos à mercê da polícia, que raramente toma as medidas necessárias. Afinal, quem se preocupa com um gay, uma lésbica, uma travesti ou transexual que simplesmente sumiu? Temos notícias de vários casos diariamente que caem no esquecimento pelo simples fato de ser uma pessoa LGBT”, lamenta.

Sem solução

Outro caso que aconteceu recentemente na região é o da estudante de artes Ágatha Mont.

Travesti e moradora de Itapevi, foi encontrada morta, no início do mês, e deixada como indigente no Instituto Médico Legal (IML) de Osasco. Ela estava desaparecida desde janeiro.

Familiares suspeitam que a jovem tenha sido vítima de latrocínio e de crime de ódio. Na região há pelo menos outros cinco casos que se tem notícia sem solução.

 

 

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