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São Paulo pode amanhecer sem Metrô nesta quinta-feira

Metroviários ameaçam paralisação e motivo é a não confirmação, por parte do Metrô, do pagamento da Participação nos Resultados previsto em acordo coletivo assinado no ano passado

Por RBA

Os metroviários de São Paulo fazem assembleia na noite de hoje (22) para decidir se promovem uma paralisação nesta quinta-feira. De acordo com o diretor do sindicato da categoria Wagner Fajardo, a Companhia do Metropolitano, controlada pelo governo do estado, ainda não confirmou o pagamento da Participação nos Resultados (PR) dos funcionários, esperado para até a próxima sexta-feira.

“No ano passado, assinamos acordo coletivo em que o Metrô se compromete a pagar a participação de resultados aos funcionários referente a uma folha de pagamento”, afirma o dirigente, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Na manhã desta quarta-feira, representantes do sindicato se reuniram com os dirigentes da companhia no Tribunal Regional de Trabalho da 2ª Região (TRT2). Segundo Fajardo, não houve acordo na negociação. A empresa ofereceu apenas 50% do PR mínimo pago em 2016, o que totalizaria R$ 2.600.

O TRT propôs que o Metrô pague os R$ 2.600 no próximo dia 15 e que as duas partes negociem os outros 50% reivindicados pelos metroviários. O cenário será exposto à assembleia dos trabalhadores da categoria ainda hoje. “Mesmo que aceitamos a proposta do tribunal, nós não temos nada garantido, porque o Metrô não quer aceitar. Então, vamos decidir na assembleia se faremos a paralisação amanhã”, afirmou o diretor do sindicato.

Metroviários trabalharam hoje (22) sem o uniforme, em gesto de protesto. Ao comentar os dois descarrilamentos ocorridos em linhas da companhia nos últimos 15 dias, Fajardo diz que os metroviários denunciam o problema há muito tempo.

Ontem (21), um trem da Linha 5-Lilás descarrilou quando saía da estação Adolfo Pinheiro. No último dia 7, acidente semelhante ocorreu na Linha 3-Vermelha, na zona leste. A falta de manutenção na frota de trens é uma antiga advertência feita pela entidade, segundo Fajardo. “A Linha 5 está para ser privatizada, e funciona como um laboratório. E sabemos que na Linha 4-Amarela, de gestão privada, o número de falhas técnicas já é maior do que na linha estatal”, critica.

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