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Advogado de Santos é suspeito de reter recursos de clientes. Ele nega

O advogado Fábio Alexandre Neitzke não teria acertado corretamente as contas com dois de seus clientes, um médico e uma balconista. A soma dos valores é de R$ 243.864,65. Fábio procurou o SPressoSP e disse que as contas estão corretas e vai provar tudo na justiça. Além disso, ele afirma que tem residência fixa no Vale do Itajai, em Santa Catarina, há dez anos.

Da Redação com Informações da Tribuna de Santos

O advogado Fábio Alexandre Neitzke não teria acertado corretamente as contas com dois de seus clientes, um médico e uma balconista. A soma dos valores é de R$ 243.864,65. Fábio procurou o SPressoSP e disse que as contas estão corretas e vai provar tudo na justiça. Além disso,  ele afirma que tem residência fixa no Vale do Itajai, em Santa Catarina, há dez anos.

As investigações estão em curso na Delegacia de Guarujá e no 4º DP de Santos. Neitzke é alvo de dois inquéritos policiais de apropriação indébita. Em nenhum dos dois casos o advogado foi ouvido pela Polícia Civil, pois não foi encontrado nem no endereço profissional nem no residencial de Santos que constam nos inquéritos.

A informação sobre o paradeiro incerto de Fábio, que foi tesoureiro da Subseção Santos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na gestão 2013/2015, foi dada pelos delegados Marco Antonio do Couto Perez, da Delegacia de Guarujá, e Rubens Nunes Paes, do 4º DP de Santos. A Tribuna apurou que o advogado atualmente reside em Indaial, município catarinense situado no Vale do Itajaí.

Ação indenizatória

De acordo com a balconista, em 2008, ela foi vítima de acidente de trânsito e constituiu Neitzke para ajuizar ação indenizatória contra o causador do desastre. O processo tramitou pela 2ª Vara Cível de Santos, sendo julgado procedente em 2015.

Neste mesmo ano, o advogado recebeu em nome da cliente indenização de R$ 11.100,00, conforme cópia de guia de levantamento judicial dessa quantia que a balconista juntou ao inquérito.

A mulher afirmou que não foi informada pelo advogado sobre o desfecho favorável da ação e a indenização paga, não recebendo de Neitzke qualquer repasse da importância aferida. Ela disse que tomou conhecimento do ocorrido após ter acesso ao processo.

Antes da descoberta, mas em data posterior à do recebimento da verba indenizatória, a balconista disse que conversou com Neitzke sobre o andamento da ação, tendo ele informado que ainda não havia sentença. Depois de apurar a verdade, ela declarou que não mais conseguiu localizá-lo em Santos.

Processo trabalhista

O caso do médico é parecido, mas decorre de ação ajuizada na 1ª Vara do Trabalho de Guarujá, em 2008, e o prejuízo é muito maior (R$ 232.764,65). O processo não chegou a ser sentenciado porque houve acordo.

Embora reconheça que tenha assinado procuração a Neitzke conferindo-lhe poderes para, inclusive, celebrar eventual acordo com o hospital contra o qual ajuizou a ação, o médico declarou que não foi informado previamente pelo advogado sobre a composição que este celebrou, sem o seu aval, com a parte contrária.

Em dezembro de 2015, quando soube por conta própria do acordo, o médico também tomou ciência que o advogado recebera valores provenientes deste ajuste, sem realizar a devida prestação de contas.

Consta do inquérito policial que Neitzke realizou saques de R$ 101.940,06, R$ 23.677,53 e R$ 7.147,06, respectivamente, nos dias 27 de agosto de 2013, 18 de agosto de 2014 e 25 de março de 2015. Além disso, o hospital depositou na conta do advogado dez parcelas mensais, de R$ 10 mil cada, entre abril de 2015 e janeiro de 2016.

Editada em 22/2, às 14h20

 

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