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Antes do início da campanha, João Doria já é investigado pelo Ministério Público Eleitoral

O socialite tucano é suspeito receber ajuda de empresas para fazer a campanha e de propaganda antecipada; ele já havia sido denunciado por líderes do PSDB por abuso do poder econômico durante as prévias partidárias

Por Redação

Indicado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para disputar a Prefeitura de São Paulo, o socialite tucano João Doria já enfrenta, segundo o jornal O Estado de S.Paulo, investigações do Ministério Público Eleitoral antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral. Além da suspeita de propaganda eleitoral antecipada, ele é investigado também por receber benefícios de empresas privadas para fazer sua campanha política, o que é proibido pela legislação.

Os atos da pré-campanha devem ser organizados com recursos do próprio partido. Segundo as investigações, ele tem participado de jantares organizados por empresas ligadas ao Lide – associação empresarial da qual é criador – para discursar como candidato a prefeito. O argumento dos advogados de defesa de Doria é que os jantares são homenagens a ele pela atuação como presidente do Lide.

Mas, no jantar organizado pela Gocil, por exemplo, Doria aparece discursando como candidato, como demonstra um vídeo feito para o site do jornal Folha de S.Paulo. Nele, Doria diz que, se eleito, ficará apenas quatro anos à frente da Prefeitura e, após esse período, gostaria de olhar para as pessoas e dizer: “Cumpri o meu dever com honra e honestidade e fui um bom prefeito dessa cidade”.

A Gocil é uma empresa de segurança e serviços que tem contratos de prestação de serviços com o poder público, alguns de seus principais negócios são com estatais paulistas. O fundador da empresa é o ex-policial militar Washington Umberto Cinel, hoje um dos participantes do grupo mais próximos de Doria.

O socialite já havia sido denunciado por abuso do poder econômico nas prévias do PSDB pelos próprios colegas de partido. A representação foi feita pelo ex-governador paulista Alberto Goldman, que integra a Executiva nacional do PSDB, e pelo senador tucano José Aníbal (SP). Os dois o acusaram de ter comprado votos. Um dos materiais usados para sustentar a reclamação foi um áudio de um apoiador de Doria que fala sobre o pagamento a militantes.

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