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MBL pede cassação de prefeito de São José e tumultua sessão da Câmara

Denúncia alega atraso em repasse à Previdência; instituto nega a acusação e população sai em apoio de prefeito.

Da Redação

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), está sendo ameaçado por um pedido de cassação apresentado pelo Movimento Brasil Livre na Câmara da cidade. A alegação é a de que o governo de Carlinhos teria deixado de repassar recursos para o Instituto de Previdência local. A sessão que votaria o caso aconteceu nesta terça-feira (21), mas foi suspensa por conta de um confronto entre os grupos pró e contra o governo.

A confusão começou antes mesmo do início da votação porque o MBL colocou faixas nos vidros da galeria com frases contra o prefeito e isso impedia que a população acompanhasse a sessão.

José Nivaldo de Melo, ex-morador do Pinheirinho, era um dos que defendia o governo e o prefeito da cidade. “Ele mudou a história, principalmente para nós que somos ex-moradores do Pinheirinho. Nós ficamos lá mais de oito anos, tivemos a reintegração de posse truculenta feita pelo governo anterior, que era do PSDB, onde eles mandaram a polícia e tiraram todas as famílias de lá. E aí o Carlinhos veio e concluiu as moradias”, afirmou.

Juarez Silva, coordenador do Movimento Urbano dos Sem Teto (MUST), também estava lá para protestar contra o pedido de cassação. “Ele deu títulos de posse em vários bairros, asfaltou lugares que eram esquecidos e está fazendo casa pra quem tem renda baixa. [A cassação] é o cúmulo do absurdo, porque não tem base pra poder fazer um trabalho desse, cassar o mandato de um prefeito eleito legitimamente pelo povo, tá errado isso”, destacou.

O público em apoio ao prefeito era maioria na sessão. E gritos de frases como “deixa o homem trabalhar” acabavam abafando os dos membros do Movimento Brasil Livre, em minoria.

Após militantes dos dois lados partirem para a agressão física e bancos da galeria serem quebrados, o presidente da Câmara, Shakespeare Carvalho, encerrou os trabalhos. “Nós alertamos pedindo calma aos presentes, mas houve depredação do patrimônio público e tivemos que encerrar a sessão em respeito à integridade dos próprios manifestantes, dos vereadores e da população”, afirmou.

A expectativa do MBL é que a votação do requerimento seja retomada já na sessão desta quinta-feira (23). Já a assessoria da Prefeitura informou que “o pedido foi feito por um grupo financiado por partidos políticos, com vergonhoso propósito eleitoral. A suposta denúncia não tem o menor fundamento. O prefeito vai continuar seu trabalho normalmente”.

Entenda o processo

De acordo com o próprio Instituto de Previdência do Servidor Municipal, que hoje conta com um patrimônio sólido de R$ 2 bilhões, o atraso nos repasses pela prefeitura é de R$ 24 milhões e não R$ 70 milhões, como aparece na denúncia do MBL. O Instituto também registra que a administração atual tem corrigido o déficit deixado pelos governos passados e já fez um acordo para realizar o pagamento com as devidas correções monetárias até o fim do ano.

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