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Alunos do Rio se inspiram na luta dos estudantes paulistas e ocupam escolas

Como em SP, estudantes do sistema estadual do Rio de Janeiro estão ocupando escolas para denunciar os problemas da educação pública do Estado

Da Redação

 

A luta dos estudantes secundaristas de São Paulo inspirou muitas comunidades escolares – e grupos fora da escola também. Agora, quem está ocupando os espaços de aprendizado são os estudantes do Rio de Janeiro, que se cansaram de conviver com a precariedade do sistema público estadual.

Os alunos ocuparam o Colégio estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Eles montaram comissões para cuidar do espaço comum e proteger o acampamento, enquanto aguardam o cumprimento das suas exigências para então voltarem para casa.

Estudantes na ocupação em colégio na Ilha do Governador aguardam negociações e respostas da Educação Estadual
Estudantes na ocupação em colégio na Ilha do Governador aguardam negociações e respostas da Secretaria Estadual de Educação

Entre as reivindicações, a proposta curricular, considerada “emburrecedora” por alguns estudantes, a recontratação de profissionais da equipe escolar, querem ter vivência democrática dentro da escola, professores de todas as disciplinas, material didático, acesso ao laboratório de química, pagamento de salários dos professores e manutenção no prédio, repleto de goteiras.

Além da escola da Ilha do Governador, pelo menos 32 unidades escolares em todo o Estado do Rio estão mobilizadas, que atendem mais de 14.000 estudantes. A campanha chega a cidades como Saquarema, Maricá, Macaé, Duque de Caxias e Niterói.

Os alunos declararam que a inspiração para o ato contra o governo e o sistema de ensino veio dos colegas secundaristas de São Paulo. A exemplo do que ocorreu na capital paulista, profissionais estão começando a articular aulas abertas e exercícios psicossociais com os jovens cariocas.

É hora da leitura na cama improvisada dentro da sala de aula do colégio Prefeito Mendes de Moraes
É hora da leitura na cama improvisada dentro da sala de aula do colégio Prefeito Mendes de Moraes

Ao mesmo tempo em que as ocupações avançam, professores do Rio de Janeiro cruzam os braços por correções salariais e melhores condições de trabalho, além de manterem-se ao lado dos estudantes sobre o sistema de ensino adotado pelo Estado.

A negociação com governo anda a passos lentos. A Secretaria de Educação informa que está aberta ao diálogo, porém aguarda que a Justiça decrete a reintegração de posse sobre a propriedade. O secretário Antônio Vieira Neto, que elogia o sistema de ensino, propõe aumentar a participação dos estudantes na organização escolar, ao mesmo tempo em que promete rever os problemas estruturais que eles denunciam.

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