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Mobilização tenta evitar venda da Tecelagem Parahyba em São José dos Campos

Alckmin determinou que prédios sejam desocupados; Fundação Cultural corre o risco de fechar até encontrar outro local

Da Redação

fundação culturalO governo do Estado mandou um ofício onde determina a desocupação da antiga Tecelagem Parahyba, em São José dos Campos. O local abriga a sede da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, o Fundo Social de Solidariedade, ambos da prefeitura, e outras 20 repartições públicas, inclusive estaduais. Geraldo Alckmin deu 30 dias para que o complexo seja esvaziado, pois “pretende pôr à venda o referido imóvel”.

Após a notificação, internautas se mobilizaram contra a venda do patrimônio histórico e cultural da cidade. Uma página no Facebook foi criada e há um ‘abraço’ na Fundação Cultural marcado para esta sexta-feira (8), às 16h30. Está marcada também uma reunião às 16h, no Centro Cultural Clemente Gomes, que fica na Avenida Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana, para discutir o caso.

O complexo é protegido por lei municipal desde 2004, no entanto, o Estado deveria fazer manutenção no local.

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida, disse que em 2013 propôs ao Estado o repasse da área à cidade. Mas o governador não aceitou a proposta.

Segundo Almeida, foram feitos investimentos municipais nos prédios.”É evidente que o município investe e mantém a parte do patrimônio sob a sua responsabilidade. Está sempre presente fazendo manutenção e investimento no prédio. Já a parte do Estado não tem esse mesmo ritmo de manutenção. Tanto que tivemos lá prédios que caíram. Um telhado que era usado pela Secretaria de Estado da Saúde caiu”, afirmou.

O Estado chegou a ser condenado pela Justiça a recuperar dois galpões do complexo cujos telhados desabaram em 2013 e 2014. As paredes correm o risco de cair.

Em entrevista à Rádio Piratininga, o prefeito disse ainda esperar que Alckmin reveja a decisão. “Estou preocupado. Não há um local para a gente passar a Fundação Cultural. Esse ato fecharia por um tempo a Fundação Cultural e o Fundo Social”, lamentou.
História

Criada em 14 de março de 1925, foi uma das mais importantes fábricas têxteis da região do Vale do Paraíba e do Brasil. Nas décadas de 50 e 60, a fábrica controlava cerca de 70% do mercado nacional de cobertores e mantas, passando a exportar seus produtos para diversos países. Em 1993, a empresa pediu falência e teve parte de seus bens passado para o governo do Estado de São Paulo.

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