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Prefeitura discute em consulta pública adoção de período integral em São Paulo

São Paulo Integral pretende ampliar turno escolar para sete horas diárias e mesclar disciplinas como português, matemática e história com atividades esportivas e culturais

Da Redação

A Prefeitura de São Paulo abriu hoje, 17, consulta pública para debater com a população a criação do turno de educação integral para 100 mil alunos da rede municipal a partir de 2016 por meio do programa São Paulo Integral. A ideia é ampliar a jornada de cinco horas/aula diárias para sete horas/aula diárias, mesclando no currículo disciplinas como português, matemática e história com atividades esportivas e culturais.

O período de consulta pública vai até 30 de novembro e os cidadãos poderão fazer críticas e sugestões. Após a participação popular, a ideia é que a portaria com as regras do programa seja readequada e publicada no dia 7 de dezembro, para que as escolas interessadas façam a inscrição até o dia 20 do mesmo mês. A adesão da escola será definida dentro do conselho de cada unidade, formado por pais, mães, alunos, professores e diretores, que optarão em prosseguir com a jornada comum ou avançarão para a integral. Segundo o prefeito, o investimento será de R$ 68 milhões para 2016.

A expectativa é que já no ano letivo de 2016, 12 escolas tenham educação integral para todos os alunos do primeiro ao nono ano do Ensino Fundamental e outras 100 unidades implementem a nova jornada para o chamado Ciclo de Alfabetização, do primeiro ao terceiro ano. O chefe de gabinete da Secretaria Municipal da Educação, Marcos Rogério de Souza, afirmou que o mais importante (para aceitar a adesão da escola) será a demanda atendida na região. “Se uma escola não tem condição de ofertar o ciclo de alfabetização em 100%, ela não tem condição de aderir e automaticamente fica excluída, esperando melhorar essa oferta. Além da demanda atendida e da aprovação no conselho, a escola tem que ter espaços suficientes para isso. Portanto, não será uma decisão do diretor ou do assistente de direção e sim do conselho da escola, que na consulta pública definirá os termos da portaria”, esclareceu Souza.

O chefe de gabinete acrescentou que a escola também será beneficiada, pois, de acordo com as atividades que proporcionará aos seus alunos, a unidade receberá recursos para melhorias. Hoje, a escola que adere ao Mais Educação recebe verba do Governo Federal. “Nossa ideia é preservar essa verba e também criar condições para que a escola possa fazer a adesão. Por exemplo, se uma escola oferecer os três primeiros ciclos no São Paulo Integral, talvez ela precise de um parquinho diferente, então a Prefeitura poderá disponibilizar recursos diretos para que ela monte esse parquinho. São elementos de adesão muito importantes”, afirmou.

Mais Educação

Desde 2013, com a adesão da cidade ao programa Mais Educação, do Governo Federal, 72 mil crianças já estão matriculadas em 367 escolas de toda a cidade que recebem educação em tempo integral. O programa São Paulo Integral avança em relação à base curricular desses alunos. “O Mais Educação é um programa de dois turnos, mas é voluntário. Em geral, o contraturno também não faz parte do currículo da escola. Ele é um complemento. Esse projeto de Educação Integral é diferente, pois, apesar de ser por adesão, depois que a escola aderiu passa a ser curricular e obrigatório para os alunos matriculados”, explicou o prefeito Fernando Haddad.

*Com informações da Prefeitura de São Paulo

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