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Reportagem flagra contratação de fantasmas na Assembleia Legislativa

Assessores que recebiam sem trabalhar estavam lotados no gabinete do deputado Aldo Demarchi e em cargos ligados ao segundo secretário Edmir Chedid e à Mesa Diretora, presidida por Fernando Capez

Da Redação

Um grupo de funcionários fantasmas foi descoberto dentro da Assembleia Legislativa de São Paulo. Eles ocupavam cargos de confiança no gabinete do deputado Aldo Demarchi (DEM), além de ocuparem postos ligados à segunda secretaria, ocupada por Edmir Chedid (DEM), e diretamente à Mesa Diretora, presidida por Fernando Capez (PSDB).

Segundo o SBT Brasil, apesar de receberem para trabalhar na Assembleia Legislativa, eles tinham outras ocupações, incompatíveis com as atividade pelas quais recebem do legislativo paulista. Juntos, cinco funcionários comissionados apontados pela reportagem recebem cerca de R$ 1,5 milhão por ano.

Assessor de Aldo Demarchi, João Carlos Vitte Junior tem uma loja de roupas em Santa Gertrudes, no interior paulista. Apesar de ser visto em sua loja na cidade, ele recebe R$ 12.888,66 mensais de verba pública.

O pai dele é ex-prefeito da cidade e também recebe salário do gabinete do parlamentar. O valor é de R$ 5.413,45. Assim como o filho, Vitte fica na cidade e ocupa uma sala na rádio e jornal de sua propriedade.

Ligado a Vitte, Marco Antônio Bissoli também recebe da Assembleia, mas tem outras atividades na cidade. Seu salári é de R$ 5.284.83. Ele foi condenado pela Justiça por formação de quadrilha e estelionato. Em nota enviada à emissora, o parlamentar do DEM afirmou que não mantém “funcionários fantasmas” em seu gabinete.

Também morador da cidade, o ex-vereador Carlos Alberto do Carmo administra uma empresa que presta serviços de empreitagem. Ele está lotado no gabinete do ex-segundo secretário e recebe salário de R$ 8.172,40. O atual ocupante do cargo, responsável pela gestão de pessoal, Edmir Chedid (DEM), afirmou que as denúncias serão apuradas.

No ABC paulista, a reportagem encontrou o caso do estudante de Direito Raphael Gualque da Costa. Ele cursa a faculdade pela manhã e faz estágio em um escritório de advocacia à tarde. Mas isso não impede que ele receba um salário de R$ 11.849,48 como servidor do Núcleo de Avaliação Estratégica da Assembleia Legislativa.

O presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), afirmou que é normal os deputados terem funcionários em suas bases eleitorais. Para ele, o problema é quem não trabalha. Ele disse que os comissionados nesta situação cometem uma falta funcional e devem ser demitidos por isso.

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