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Ana Estela Haddad visita projeto francês de acolhimento a mães em situação de vulnerabilidade

Primeira-dama conheceu iniciativas inovadoras que possam inspirar ações na cidade de São Paulo.

Por Nina Santos

O Centro maternal Sésame é uma iniciativa piloto da Prefeitura de Paris, que acolhe 28 mulheres em situação de vulnerabilidade grávidas ou com filhos de até três anos. O local foi visitado na manhã desta sexta-feira (25), pela primeira-dama da cidade de São Paulo e coodenadora do projeto São Paulo Carinhosa, Ana Estela Haddad. O objetivo da visita foi o de conhecer iniciativas inovadoras que possam inspirar ações na cidade de São Paulo.

Paris conta com 10 centros maternais, mas o Sésame, inaugurado em junho deste ano, é o primeiro a trabalhar com um conceito de autonomia da mulher. Ele abriga mulheres que não têm onde morar com seus filhos e que passam por situações familiares complicadas. O objetivo do centro não é simplesmente prestar assistência em um momento de dificuldade, mas criar as condições para que as mulheres possam retomar suas vidas e entender com tranquilidade e segurança seu novo papel de mães. Para tanto, o centro oferece moradia em apartamentos, apoio pedagógico e psicológico, ajuda para encontrar emprego e para vencer os desafios do dia-a-dia da mãe e do bebê. “Elas chegam aqui em situações muito difíceis, nosso desafio é, em três anos, conseguir restaurar uma dinâmica de vida e de família saudáveis”, afirmou a diretora do centro, a senhora Doutreligne.

Para Ana Estela, o modelo adotado pelo centro tem uma visão similar à da atual gestão de São Paulo na área social, ou seja,”trabalhar com os vulneráveis buscando construir autonomia”. Ela conversou com toda a equipe multidisciplinar do projeto e também com mães acolhidas no local. Em uma conversa bastante emotiva, elas contaram suas histórias de vida e como o Sésame as ajudou a encontrar se integrar socialmente e desenvolver a relação com seus filhos. “Eles nos preparam para poder voltar à vida”, contou uma delas. “Eu vivo como uma pessoa normal, mas não me sinto mais só. Se eu precisar de ajuda, sei que eles estão aqui”, relatou outra. “O comportamento da minha filha mudou depois que fui acolhida aqui. Ela se tornou mais sociável”, disse uma terceira.

Dentro do projeto, cada mulher tem uma conselheira, a quem pode recorrer. Além disso, as mães elegem uma representante que cuida da relação entre elas e o centro. As beneficiárias também contam com espaços de diálogo entre elas mesmas, para que possam falar livremente e trocar experiências.

Ana Estela ouviu atentamente os relatos e fez muitas perguntas para entender melhor o funcionamento do projeto. Ela também falou um pouco sobre a realidade paulistana e o desafio de acolher as adolescentes grávidas. Sobre a visita, a primeira-dama considerou que “soluções de outros países nos ajudam a pensar formas diferentes de abordar nossos problemas”.

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