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Investigação de chacina de Osasco acirra choque entre as polícias de Alckmin

Corregedoria da PM teria feito buscas e apreensões sem sequer comunicar à força-tarefa constituída para investigar a série de crimes

da Redação

A realização de buscas e apreensões nas casas de 18 suspeitos e a prisão de um soldado da Rota pela Corregedoria da PM, com autorização da Justiça Militar, serviram para acirrar a disputa entre as duas polícias comandadas pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

As ações teriam sido feitas sem qualquer comunicação aos integrantes da força-tarefa constituída na Polícia Civil para investigar a chacina, que resultou na morte de cerca de 20 pessoas em Osasco e Barueri no começo deste mês.

Um problema, na avaliação dos investigadores, é que as ações da Corregedoria podem ter servido para alertar possíveis suspeitos, que terão tempo para destruir provas que os incriminem. Outro, ainda mais grave, é jurídico. A Polícia Militar não tem prerrogativa para investigar crimes de morte, cometidos por militares contra civis.

A confusão chegou também aos tribunais. Com parecer favorável do Ministério Público, o juiz militar decidiu remeter os autos para a Justiça Criminal em Osasco. Horas depois, no entanto, voltou atrás da decisão e manteve o caso na Justiça Militar.

Com informações da Folha de S.Paulo

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