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Ativistas flagram GCM trabalhando com arma semelhante a soco inglês na Praça da Sé

A arma aparenta ser um cassetete retrátil e não faz parte atualmente dos equipamentos usados oficialmente pela Guarda Civil Metropolitana

Ativistas de direitos humanos presentes ao ato contra os onze anos de impunidade do Massacre da Sé – em que sete moradores de rua foram mortos e outros sete ficaram gravemente feridos – flagraram um guarda civil metropolitano que trabalhava com um cassetete retrátil, que pode ser usado como soco inglês também.

O equipamento não faz parte das armas usadas oficialmente pelos integrantes da força de segurança atualmente. No domingo, durante a manifestação, não houve registro de nenhum incidente com a GCM. O guarda atuou com a arma em punho durante a abordagem a diversas pessoas.

Os presentes à manifestação, organizada pela Pastoral do Povo da Rua, também notaram que foram filmados e fotografados pela Polícia Militar. Eles reclamaram que funcionários de segurança do Tribunal de Justiça impediram a celebração de uma missa em frente à sede do Judiciário paulista.

Em nota, a Guarda Civil Metropolitana esclarece que o equipamento é de fato um bastão retrátil (com empunhadura semelhante a do soco inglês). A arma foi adquirida na gestão anterior e não é mais considerada adequada.

Esclarece ainda que o atual comandante não permite o uso desse equipamento e, ao receber a denúncia na última segunda-feira (24), abriu e está conduzindo procedimento apuratório. “Todos os GCMs que estavam de plantão no dia naquele local foram chamados nesta terça-feira para prestar esclarecimentos”, afirma.

Na nota, o comando da Guarda garante que vai punir os responsáveis. “Se for constatado que se trata de equipamento próprio do guarda, haverá penalidade para o agente e o encarregado dele. Se o equipamento foi distribuído pela Guarda, haverá penalidade também para quem autorizou a distribuição”.

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