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Ato contra abuso sexual no metrô acontece nesta sexta-feira

Segundo organizadora, a ideia é conscientizar as pessoas de que ‘encoxada’ também é abuso sexual e crime.

Um ato contra o abuso sexual no metrô será realizado nesta sexta-feira, a partir das 19h30. A manifestação foi idealizada a partir do episódio que aconteceu ontem, na linha 3 vermelha, da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, o qual tomou conta das redes sociais após denúncia da estudante de jornalismo Mayara Nakamura.

O ponto de encontro do ato é na catraca da Estação Sé e segue na linha vermelha do Metrô. A organizadora Bianka Carbonieri pede para que as pessoas levem cartazes, placas alertando sobre a violência sexual que muitas mulheres sofrem nesses ambientes diariamente. “Vamos fazer um ato pacífico e informativo. Não será um protesto com gritaria, ofensa, agressão ou barulho. Criamos panfletos para imprimir e também pegamos materiais com a Central de Atendimento a Mulher”, informa a organizadora do ato Bianka Carbonieri.

folhetoA ideia, segundo Bianka, é falar abertamente sobre o problema e alertar as mulheres. “Levar a conscientização de que encoxada também é abuso sexual e crime, de que precisamos quebrar o silêncio e que não precisam sofrer caladas. Nosso foco não é falar com os homens, afinal, quem faz esse tipo de coisa sabe muito bem que é errado e mesmo assim faz”, afirma.

“Vamos contar em alto e bom som a história da garota que foi abusada, falar diretamente com as mulheres sobre como elas podem denunciar, se proteger ou agir em situações como essas e, principalmente, denunciar a negligência da segurança do metrô em relação a esses casos”, completa.

A organizadora conta que todos são bem-vindos. “Inclusive homens, cis, trans, héteros, LGBT, desde que respeitem o protagonismo das minas”, afirma. E completa: “Estamos tentando apoio do IBRAT, da Secretaria das Mulheres e do próprio Sindicato”.

“Estupra! Estupra!”

Em sua página pessoal, a estudante fez alerta ao relatar testemunho de uma amiga que presenciou uma cena que está se tornando comum neste meio de transporte. Uma garota, com aparentemente 16 ou 17 anos foi sofreu abuso sexual durante parada entre as estações Tatuapé e Bresser-Mooca. “Num determinado momento da viagem, uma MENINA de aparentemente 16/17 anos estava sendo encoxada pelo cara que estava atrás dela e reclamou. O babaca quis discutir, dizendo que se ela queria espaço não deveria estar lá, mas a menina continuou a reclamar e pedir pro cara parar. No meio de tudo, um outro homem gritou ‘Estupra ela pra ela saber o que é encoxada de verdade’!”, informa Mayara no texto.

O caso está sendo tratado como tentativa de estupro coletivo, pois, no relato, a estudante afirma que as pessoas ao redor “começaram a incitar a violência gritando ‘Estupra! Estupra!”. Leia o texto completo aqui.

campanha 2 Neste mês, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô lançou campanha “Você não está sozinha. Abuso sexual é crime. Denuncie”, na qual informa número de celular que pode ser usado para o envio de denúncia via de SMS. No entanto, o relato informa que a postura dos funcionários “foi péssima e absolutamente contraditória ao que a campanha contra o abuso sexual recém-lançada pelo Metrô afirma”.

Segundo informações do R7, a assessoria de imprensa do Metrô afirmou que analisou todas as imagens da estação Bresser/Mooca e da SSO (Sala de Supervisão Operacional) da estação, mas não encontrou nenhuma cena onde a vítima e a jovem que a ajudou aparecessem.

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