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Transcidadania de SP completa seis meses com resultados expressivos e adesão surpreendente

Das 100 participantes da primeira edição do programa, só 10% deixaram o curso. O coordenador de Políticas LGBT de São Paulo, Alessandro Melchior, faz um balanço do programa e projeta expansão de vagas para 2016

Criado com o objetivo de promover a escolarização e reintegração social para travestis, transexuais e homens trans, o programa Transcidadania completa seis meses com resultados expressivos e adesão surpreendente. A ação, que foi fruto de uma articulação entre secretarias (Direitos Humanos, Educação, Saúde, Assistência Social, Trabalho e Políticas para as Mulheres), inclui os participantes no mercado de trabalho, ajudando-as a se livrar da prostituição e da violência das ruas.

Para o coordenador de Políticas LGBT de São Paulo, Alessandro Melchior, o balanço dos seis meses de programa reforça a convicção de que é possível avançar em diversas frentes ao mesmo tempo. “O programa (Transcidadania) gera oportunidades para pessoas que nunca as tiveram antes, combate o preconceito e muda uma cultura de administração”, afirma.

Das 100 participantes da primeira edição do programa, só 10% deixaram o curso, número abaixo da média de evasão escolar de jovens e adultos no País (os chamados EJA), que é de 36%, segundo o IBGE. Além de frequentar escolas municipais e aulas extracurriculares, em matérias como direito e cidadania, os beneficiados do Transcidadania recebem uma bolsa de R$ 830. Para muitas, o dinheiro ajuda na luta para sair da prostituição.

De imediato, o programa já tem feito com que algumas participantes não dependam mais da prostituição como única alternativa de sobrevivência. A situação de moradia de muitas delas também melhorou, condicionando justamente a retaguarda de estabilidade que as pessoas precisam para construir suas trajetórias de autonomia. ‘Temos uma adesão maior do que qualquer outro programa de EJA no Brasil.  Todos acompanhando cada passo do programa e comemorando conosco as vitórias, porque são vitórias de um pensamento libertário de como deve ser a cidade e como ela deve tratar seus habitantes, sem deixar ninguém para trás”, comemora Melchior.

Esta adesão já faz a secretaria de Direitos Humanos, responsável por sua gestão, pensar em expandir o projeto para 150 vagas no próximo semestre. “Queremos ampliar ainda em 2015 e também em 2016. Nos próximos dias saberemos se será possível a ampliação já nesse segundo semestre de 2015. Nossa ideia é abrirmos mais cinquenta vagas agora em agosto”, conclui o coordenador de Políticas LGBT de São Paulo, Alessandro Melchior.

Foto: Fernando Pereira/ Secom

 

 

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