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Arquivo Histórico de São Paulo é ampliado e ganha nova sede

Novo prédio, chamado de Torre da Memória, possui oito pavimentos e é vizinho ao Edifício Ramos de Azevedo. No local funcionará também a Biblioteca Flávio de Carvalho.

Do Portal da Prefeitura

O Arquivo Histórico de São Paulo ganhou na manhã de quarta-feira (15) uma nova sede, a Torre da Memória. Até então, os documentos com valor histórico produzidos ou adquiridos pela administração pública da capital estavam abrigados, em sua maioria, no prédio vizinho, o Edifício Ramos de Azevedo, localizado no Bom Retiro, zona central da cidade.

“Essa é uma conquista que a gente pode classificar como uma conquista de Estado e não uma atividade de governo. Essa é uma obrigação de todo gestor público, de investir parte do orçamento na recuperação da memória da cidade, sobretudo quando temos uma cidade tão apaixonante quanto São Paulo”, afirmou o prefeito Fernando Haddad, durante a inauguração no novo prédio.

São Paulo 2015-07-15 Inauguração da Torre da Memória e da Biblioteca Flávio de Carvalho - Foto Cesar Ogata / SECOMAtualmente, o acervo sob administração da cidade abrange documentos desde o período colonial até a década de 30. Ele tem sob sua custódia os documentos considerados mais antigos da América Latina, que são as Atas da Câmara de Santo André da Borda do Campo (1555/1558). A instituição tem um acervo de documentos não apenas textuais, mas também iconográficos e sonoros.

“Nesta gestão a gente dobrou o número de documentos preservados na cidade de São Paulo. Esta gestão é a que mais trouxe documentos para a guarda no Arquivo Histórico da Cidade de São Paulo. Tínhamos mil metros lineares e agora temos dois mil metros lineares de documentação. Estamos chegando até 1936. Todo o período da Revolução de 30, o da institucionalização das políticas públicas no Brasil, agora pode ser acessível aos pesquisadores”, destacou o diretor do Arquivo Histórico, Afonso Luz.

Para o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, a ampliação do Arquivo é fundamental para o debate acerca do presente e do futuro de São Paulo. “A inauguração de hoje ressalta [a] importância desse arquivo para os pesquisadores e para todos os cidadãos de São Paulo. Isso porque este arquivo não é simplesmente um lugar de depósito de documentos antigos, mas ele dialoga com o presente da cidade, seja através da reflexão, seja a partir de estudos sobre a história da cidade. Uma política de acervos é absolutamente importante para que a gente possa registrar a história da cidade, guardar a sua identidade, sua memória. Uma cidade que não tem passado não tem futuro”, disse.

“Precisamos arquivar justamente para dar às gerações futuras a oportunidade de conhecer a nossa história e os pontos de inflexões que essa história sofreu ao longo dos anos, além de verificar os acertos e erros cometidos pelas administrações para que possamos nos compreender melhor”, completou o prefeito Fernando Haddad.

São Paulo 2015-07-15 Inauguração da Torre da Memória e da Biblioteca Flávio de Carvalho - Foto Cesar Ogata / SECOMA Torre da Memória foi instalada na antiga Casa do Politécnico, popularmente conhecida como Cadopô, moradia estudantil construída na década de 1950 para estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que na época funcionava no Edifício Ramos de Azevedo. O prédio foi desapropriado e restaurado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

O novo prédio abriga ainda a nova Biblioteca Flávio de Carvalho, que contém o acervo do Núcleo de Apoio Bibliográfico, antes igualmente armazenado na sede do Arquivo Histórico e que agora totaliza oito mil itens, pois somará o acervo bibliográfico do Museu da Cidade, com itens sobre artes visuais e arquitetura. Com a ampliação, o Edifício Ramos de Azevedo deverá ganhar um espaço expositivo, com visitação aberta ao público em geral.

Restauração
historico spAs obras de restauração do prédio de 8 andares receberam investimento de R$ 4,2 milhões da Secretaria Municipal de Cultura, que contemplam: retirada de todo o revestimento externo e substituição de pastilhas; retirada e troca de revestimentos internos como o piso; alteração de layout interno; instalação de equipamentos controlados por computador para controle de umidade nos andares onde ficará armazenado o acervo; instalação de elevadores e adaptação de banheiros para acessibilidade de portadores de necessidades especiais; troca de caixilhos; execução de nova cobertura, entre outras intervenções.

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