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Metrô ameaça trabalhadores que protestarem contra o estupro

O Sindicato dos Metroviários marcou, para a noite desta sexta-feira (10), um ato contra a violência sexual e a falta de segurança nas estações diante do caso de estupro ocorrido no início da semana. A companhia, no entanto, enviou um comunicado ameaçando punir e descontar horas trabalhadas de quem participar do protesto 

Por Redação

Depois de blindar o caso e praticar assédio moral diante dos funcionários para que não repercutissem o episódio do estupro ocorrido no início da semana, o Metrô de São Paulo ameaçou punir aqueles que protestarem contra a falta de segurança nas estações.

O Sindicato dos Metroviários marcou para às 18h desta sexta-feira (10), na estação República, um ato por mais segurança e contra a violência sexual. A companhia, no entanto, enviou aos funcionários um comunicado em que afirma que o ato “não está autorizado nas dependências da companhia” e ainda ameaça os trabalhadores.

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“Participação no evento implicará em desconto das horas e do DSR (Descanso Semanal Remunerado) dos empregados envolvidos, e em aplicação das sanções disciplinares cabíveis.” De acordo com um metroviário consultado pela reportagem do SPressoSP, o ato acontecerá mesmo com a ameaça dos patrões.

Precisamos de mais funcionários, especialmente de mais mulheres na segurança para atender as mulheres vítimas de violência, mais funcionários à noite, de uma delegacia das mulheres dentro do metrô, uma ampla campanha contra o machismo e a violência contra as mulheres”, escreveu, em nota, o Sindicato no dia em que o caso de estupro foi repercutido pela imprensa. 

O crime aconteceu no último dia 2, quando uma funcionária terceirizada que trabalhava na cabine de recarga de Bilhete Único da estação República foi estuprada por dois homens. Um dos suspeitos foi preso na última terça-feira (7).

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