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Em crise, Hospital Universitário da USP reduz atendimento

Leitos foram desativados, funcionários demitidos e pacientes estão sendo encaminhados para outros postos de saúde

Da Redação

O Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo), campus Butantã, reduziu o atendimento à população depois que servidores aderiram ao PDV (Plano de Demissão Voluntária). Leitos foram desativados e, a partir de agora, apenas urgências e emergências serão atendidas na unidade, que acolhe pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) na Zona Oeste de São Paulo.

O Sindicato dos Médicos informou que 213 funcionários do hospital também aderiram ao plano e devem deixar o trabalho até maio. O número de demissões equivale a 12% do quadro de trabalhadores. No total, 1.452 servidores da universidade serão demitidos pelo programa.

Segundo o diretor clínico do HU, José Pinhata Otoch, a crise pode prejudicar as atividades de ensino. “O HU tem uma base acadêmica. Por meio da prestação de serviços de saúde, formam-se profissionais de diversas áreas”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo, lamentando que a saída de profissionais vai afetar o atendimento.

A USP enfrenta a maior crise financeira de sua história, com 105% do orçamento mensal comprometido com a folha de pagamento dos funcionários. Em 2009, esses gastos representavam 82%. Em carta divulgada no ano passado, o reitor Marco Antonio Zago culpou a gestão anterior, presidida por João Grandino Rodas, pelos problemas e afirmou que quando assumiu, em janeiro de 2014, encontrou o orçamento completamente comprometido.

De janeiro a junho de 2014, a USP gastou R$ 2,27 bilhões com salários, benefícios e provisão de 13º e férias de seus servidores. Já os recursos repassados pelo Estado à universidade no mesmo período atingiram apenas R$ 2,15 bilhões.

A reitoria informou ainda que a crise vem desde 2011, quando o déficit atingiu R$ 275 milhões, chegando a R$ 1 bilhão em 2013 e também em 2014. A universidade recebe 5% do ICMS arrecadado pelo Estado.

Os gastos que contribuíram para o déficit, segundo a reitoria, foram as construções da nova sede da reitoria e de um edifício no centro de São Paulo; aumentos e promoções concedidas aos 23 mil servidores, bonificações e ampliação do auxílio-alimentação.

 

Fachada do Hospital Universitário da USP

Foto:Divulgação

 

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