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Suplicy abre mão do salário como secretário de Direitos Humanos

Ex-senador resolveu abdicar da remuneração da prefeitura por já contar com a aposentadoria; salário deve ser doado para a implementação da Renda Básica de Cidadania, bandeira histórica que levantou como parlamentar 

Por Redação

O ex-senador e recém-nomeado secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy (PT), abriu mão do salário em seu novo cargo. Na última sexta-feira (2o), o parlamentar enviou uma carta ao prefeito Fernando Haddad informando que não quer receber a remuneração pois já conta com aposentadoria pelo tempo de 24 anos em que atuou no Senado. 

“Em vista de ter contribuído para o organismo de previdência correspondente, informou-me o Senado que terei o direito de receber a partir de fevereiro o equivalente a 32/35 avos da remuneração de senador”, disse na carta. Como o salário de senador gira em torno dos R$33 mil, sua aposentadoria deve equivaler a algo perto dos R$30 mil.

O salário que seria pago a Suplicy, caso aceitasse, seria o equivalente ao que ganhava o seu antecessor na pasta, Rogério Sotilli: R$19,3 mil. 

Como a legislação municipal prevê que o salário seja pago, Suplicy optou por doar o valor para a implementação da Renda Básica de Cidadania, programa de autoria do próprio senador previsto na Lei n° 10.835/2004. 

Em entrevista exclusiva ao SPressoSP, o ex-senador afirmou que, como secretário municipal de Direitos Humanos, vai tratar a implementação da Renda Básica de Cidadania na cidade como uma prioridade. O programa consiste em uma quantia paga em dinheiro, incondicionalmente, a cada cidadão de uma determinada região como forma de promover cidadania, não importando o nível social ou a disposição para o trabalho do beneficiário. 

Foto: André Rossi

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