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Falta d’água em SP reduz produtividade no campo e eleva preço dos alimentos

Chuchu é um dos itens que registrou maior aumento, com reajuste de até 300%. Consumidor deve evitar a compra, sugere economista

Por Rede Brasil Atual

Na Ceagesp, maior central de abastecimento de legumes, verduras e hortaliças da América Latina, instalada na zona oeste da capital paulista, os atacadistas já sentem os efeitos da crise hídrica no estado de São Paulo. Desde o ano passado, quando começaram os problemas de falta de água para a irrigação, os agricultores vêm diminuindo as áreas de plantio e, com a estiagem e o calor excessivo, a produtividade caiu ainda mais.

Segundo o economista da Ceagesp, Flávio Godas, os preços devem ficar mais altos e por um período mais longo: “Os preços já subiram, em janeiro, e estão com tendência de alta. A escassez de água deve provocar um aumento mais acentuado e por um longo período. Normalmente, os preços já iniciam a queda em março. A tendência é que essa queda seja iniciada somente em maio”, afirmou à equipe de reportagem da TVT.

Apesar do aumento de preços, o produtor não está ganhando mais, e ainda enfrenta sérios problemas para continuar irrigando as plantações, como a lacração de bombas de irrigação pelo Daee.

Os atacadistas estão buscando produtos em outras regiões do país, principalmente no sul. Mas o frete também faz os preços subirem. “O consumidor deve substituir, pesquisar e comprar em menor quantidade ou, simplesmente, deixar de comprar”, sugere o economista do Ceagesp.

De acordo com os produtores, o chuchu foi o alimento que mais aumentou de preço. Até novembro, os produtores colhiam, em média, 20 toneladas por hectare/mês, e o chuchu saia por R$ 1 o quilo. Atualmente, são colhidas 5 toneladas por hectare ao mês e o preço aumentou para R$ 4 o quilo.

Confira a reportagem completa da TVT:

Foto: Chrystina Gastelum/Flickr

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