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Para conter crise da água em SP, Dilma vai fazer o que a Sabesp não fez: investir

Uma obra para reforçar o abastecimento de água no estado foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal; o investimento total será de R$830 milhões – valor que corresponde ao que a Sabesp deveria ter investido em obras de melhoria entre 2007 e 2011, previstas em contratos com as prefeituras, mas que não investiu 

Por Redação 

Para muito além dos fatores climáticos, o principal motivo pelo colapso hídrico que o estado de São Paulo já vive é a falta de planejamento e investimentos. Ao longo dos últimos anos, em diversas ocasiões, os governos tucanos e a Sabesp foram avisados, por inúmeras entidades, sobre a necessidade de ampliar sua capacidade de reservar, captar e economizar água. Muitas dessas recomendações, inclusive, estavam previstas em contratos de concessões ou de obras com prefeituras. Como nada foi feito, o fato é que agora os reservatórios em São Paulo estão nas últimas gotas e a ajuda do Governo Federal se faz indispensável. Na última quinta-feira (23), o Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento – CGPAC aprovou a inclusão de uma obra que reforça o abastecimento no estado.

O empreendimento, que será executado pela Sabesp, mas com recursos da do Governo Federal, integrará as águas da bacia do rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira através de um canal entre as represas Atibainha, que abastece São Paulo, e o reservatório Jaguari, no Rio de Janeiro.

O custo total do projeto é de R$830,5 milhões. O mais curioso é que esse é praticamente o valor que a Sabesp deveria ter investido em melhorias mas não investiu.

Um levantamento da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), feito no ano passado, apontou que Sabesp, controlada pelo governo do estado, deixou de investir R$815 milhões em obras de melhoria que estavam previstas em contratos com prefeituras paulistas, entre 2007 e 2011.

Querendo agora correr atrás do “prejuízo”, Alckmin apresentou em novembro do ano passado  uma lista de oito obras que necessitam de um investimento de R$ 3,5 bilhões. A lista dos empreendimentos foi entregue à presidenta Dilma Rousseff em reunião realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Foto: Divulgação 

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