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Para Haddad, PSDB é o partido mais “provinciano” do país

Além de criticar os tucanos, o prefeito defendeu, em entrevista, suas políticas em relação ao transporte na cidade e questionou a lógica de reivindicação do Movimento Passe Livre: “É possível ampliar os direitos gradualmente, sem radicalizar. Mas a tática deles é claramente binária: ou levo tudo ou não levo nada”

Por Redação

Em entrevista ao portal Diário Centro do Mundo (DCM), o prefeito Fernando Haddad (PT) voltou a falar sobre os protestos contra o aumento da tarifa organizados pelo Movimento Passe Livre (MPL) e ainda rebateu críticas da oposição em relação a sua gestão. Acostumado a ouvir que a cidade depende muito do governo federal, o prefeito lembrou que toda grande metrópole no mundo tem um diálogo forte com os governos centrais e que esse tipo de crítica se deve ao “caipirismo” do PSDB.

“Essa crítica do excesso de dependência do governo federal é mais uma amostra do caipirismo que tomou conta do PSDB. O PSDB era um partido antenado com o que acontece no mundo. Hoje é o partido mais caipira do Brasil. Ou melhor, provinciano — porque eu gosto dos caipiras. Lamentável que o PSDB tenha chegado aonde chegou”, disse.

Em relação ao aumento das passagens de ônibus e as reivindicações do Movimento Passe Livre, Haddad enalteceu as políticas que vem adotando na cidade. “Os prefeitos todos do Brasil estamos na mesma situação. Todos querem ampliar a gratuidade da tarifa. Sou o primeiro a reconhecer a questão do transporte”, afirmou, lembrando ainda que, em março de 2013, pouco antes dos primeiros grandes atos contra o aumento, defendeu a municipalização da Cide, tributo que incide sobre a gasolina, e que isso foi defendido, na época, pelo próprio MPL.

“Para minha surpresa, quando o MPL esteve com a presidenta Dilma, entregou uma carta defendendo a minha tese de março. Infelizmente, parece ter abandonado essa bandeira. Daria para os prefeitos do Brasil uma perspectiva de, sem prejudicar saúde, educação, poder criar um mecanismo para mexer na tarifa”, disse.

Para Haddad, é possível, sim, pensar em reduzir a tarifa gradualmente, mas fez críticas ao que considera “radicalismo” do Movimento Passe Livre.

“É possível ampliar os direitos gradualmente. Sem radicalizar. Mas a tática deles é claramente binária: ou levo tudo ou não levo nada. Ou você me dá 100% do que estou pedindo ou você é meu inimigo. Não esperava essa postura do MPL, sobretudo de pessoas que têm uma bagagem para entender o que é a intolerância”, concluiu.

Foto: Fernando Pereira/SECOM

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