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“Nossa obrigação é dar satisfação à opinião pública”, diz Adriano Diogo sobre CPI da USP

Comissão vai apurar abusos na Faculdade de Medicina da USP e em outras universidades. Para o deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp, a prioridade é que a CPI tenha um cronograma planejado e que os deputados trabalhem durante o recesso

Por Guilherme Franco

Nesta terça (16), será instalada a CPI da USP, que vai  investigar violações dos direitos humanos e demais ilegalidades nas universidades (públicas e privadas) do estado de São Paulo. Uma audiência pública acontecerá no plenário Tiradentes, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), para definir a sua composição e o calendário a ser adotado, bem como aprovação de requerimentos de convocação de depoentes, solicitação de documentos e possíveis diligencias.

Segundo o deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp, o objetivo da CPI é apurar a violência praticada em escolas públicas e privadas em todo o estado, mas seu foco, pelo menos inicial, será a Faculdade de Medicina da USP. Um dos primeiros convocados será o diretor da Faculdade de Medicina, José Otavio Costa Auler Júnior.

Devido à urgência das denúncias, Diogo defende que as sessões não sejam interrompidas mesmo no período de recesso dos deputados que farão parte da CPI. Confira abaixo entrevista com o deputado.

SPressoSP – Quais serão as primeiras ações da CPI?

Adriano Diogo  As denúncias que ouvimos durante as audiências públicas não se resolvem mais com comissão interna (da USP). Diante da gravidade da situação, é nossa obrigação dar satisfação à opinião pública. O mais importante a ser discutido neste primeiro momento, além do vasto conteúdo que temos, é saber a disponibilidade dos deputados em continuar trabalhando neste caso mesmo no período de recesso. Temos que ter condições de avançar, sem cair no velho jogo parlamentar. Serão sessões enormes, com seis ou sete horas de depoimentos. Se dependesse de mim a CPI aconteceria todos os dias, mas a discussão em torno do cronograma será uma prioridade para hoje.

SPressoSP –  Quem serão os primeiros convocados pela CPI?
Diogo  
Vamos aprovar uma lista enorme de convocações para que a CPI não fique estagnada à espera de poucos depoimentos. Aqueles que foram convocados, mas não compareceram às audiências da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, como o diretor da Faculdade de Medicina, José Otavio Costa Auler Júnior, serão um dos primeiros convocados a depor.

SPressoSP – Quando as vítimas serão ouvidas?
Diogo
 Serão convocadas vítimas, algozes, professores, diretores, etc. Temos conteúdo e material de sobra para apurar. A questão-chave neste momento é se organizar para que a CPI tenha um cronograma planejado. Na audiência desta terça-feira, será apresentado o cronograma de investigações, que é fundamental para a comissão. A tendência hoje é que com o apelo popular e a participação da imprensa, os deputados sintam o peso e valorizem a instalação desta CPI.

Foto: Alesp

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