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O último “Robocop do governo” condenado pelo “Massacre do Carandiru”

Chega ao fim, os julgamentos dos 74 PMs acusados pelos assassinatos de 111 presos no Massacre Carandiru. O último assassino soube de sua sentença ontem: 624 anos

Por Redação

“O Robocop do governo é frio, não sente pena. Só ódio e ri como uma hiena.” Assim, o grupo Racionais MC’s descreve, em “Diário de um detento”, os policiais que invadiram o Complexo do Carandiru no dia 2 de outubro de 1992 e assassinaram 111 presos. Alguns dos homicídios, com sinais de execução.

Na noite da última terça-feira (9), o último “Robocop do governo” foi condenado pela morte de 52 dos 111 presos assassinados, no Pavilhão 9, naquele 2 de outubro. Cirineu Carlos Letang Silva recebeu a sentença de 624 anos de prisão.

Segundo o Ministério Público, o ex-policial estava com a turma responsável pela “ação” no terceiro pavimento do Pavilhão 9, onde foram assassinados 73 homens. Com a condenação de Silva, agora são 74 PMs condenados por assassinato, após cinco julgamentos.

Silva já havia sido condenado, em 2009, pela morte de três travestis. Os crimes foram cometidos apenas cinco meses após o “Massacre do Carandiru”. O ex-policial foi libertado em 2011 e indiciado, novamente, pela morte de outra travesti, apenas dez dias após estar nas ruas.

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