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Trensalão: Alckmin vai trocar o “respeitado” presidente da CPTM

Apenas três dias após sair em defesa do atual presidente Mário Bandeira, Alckmin sinaliza uma troca do comando da companhia; Bandeira é um dos indiciados pela Polícia Federal por participar do cartel que fraudou licitações de trens durante as gestões tucanas em SP 

Por Redação

 As investigações acerca do chamado “trensalão” estão finalmente avançando e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) começa a sinalizar alguma preocupação. O tucano afirmou nesta terça-feira (9) que provavelmente realizará mudanças no comando da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), presidida atualmente por Mário Bandeira. 

Bandeira é um dos nomes que foi indiciado pela Polícia Federal na semana passada, suspeito de participar do cartel que fraudou licitações para reformas de trens do Metrô e da CPTM durante as gestões de Covas, Serra e Alckmin – todos do PSDB. 

A declaração do governador vem apenas três dias depois de ter saído em defesa do atual presidente contra as acusações, dizendo, inclusive, que Bandeira é uma pessoa “extremamente respeitada”. 

Recentemente, o Ministério Público afirmou que obteve, em viagem à Suíça, documentos e informações de empresas e consultorias que detalham o caminho percorrido pelo dinheiro desviado no governo paulista, o que vai levar à indicação de outros envolvidos, entre eles de políticos e agentes públicos do governo estadual tucano. 

O chamado “trensalão” veio à tona com a divulgação, em 2013, das denúncias feitas por um ex-executivo da Siemens em troca da redução de pena por envolvimento no esquema que vigora nos governos do PSDB desde Mário Covas. 

Calcula-se que, só em 2013, com os contratos do cartel com a CPTM, os cofres públicos do Estado de São Paulo tenham sido lesados em cerca R$ 810 milhões, sendo que R$ 216 milhões teriam sido destinados ao pagamento de propina. 

Foto: Du Amorim/Gov. do Estado de São Paulo

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