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“Acabemos com este fascismo doentio”, diz Adriano Diogo sobre estupros na USP

Deputado estadual comemora a aprovação da CPI da USP que vai investigar casos de violência sexual em universidades públicas e privadas em todo o estado. Nomes dos nove componentes da comissão já foram escolhidos

Por Guilherme Franco

Aprovada pela Assembleia legislativa de São Paulo (Alesp), a instalação da chamada CPI da USP está politicamente resolvida e deve acontecer a qualquer momento. Proposta pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT), a comissão dependia da retirada de CPIs da “fila”, protocoladas antes, o que foi acordado entre os parlamentares.

De acordo com o deputado Adriano Diogo, os nomes dos nove deputados que vão compor a CPI já estão definidos. Do PT, o próprio Diogo, que presidirá a comissão, Beth Sahão e Marco Aurélio de Souza; do PSDB, Bruno Covas e Carlos Alberto Bezerra Júnior. Ulisses Tassinari (PV), José Bittencourt (PSD), Itamar Borges (PMDB) e Carlos Giannazi (Psol) completam a comissão.

“A pauta é grave. Temos que dar uma satisfação à sociedade. A minha caixa de e-mails está superlotada com denúncias de várias cidades do interior. Foi uma vitória conseguirmos passar na frente de três CPIs que estavam na fila”, esclarece Adriano Diogo.

De acordo com o deputado, a CPI da USP vai focar a violência praticada em escolas públicas e privadas em todo o estado, onde os trotes e festas chegaram a casos de estupro. “A comissão terá poder de apurar denúncias em qualquer universidade paulista. Acabemos com este fascismo doentio que está presente nas universidades. O estudante não pode se formar como médico se ao mesmo tempo ele for assassino”, conclui Diogo.

A Faculdade de Medicina (FMUSP) suspendeu todas as festas de alunos dentro do campus e proibiu a venda de bebidas alcoólicas no interior da faculdade por tempo indeterminado.

Foto: Alesp

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